Visto da Bancada
Nuno Vitorino (nº 164)
2017-11-24 12:00:00
Primeiro surfista português a marcar presença num Mundial de Surf Adaptado recorda uma “derrota humilhante” em Alvalade

Sportinguista assumido e antigo membro da claque Juve Leo, Nuno Vitorino viveu o momento mais marcante num estádio de futebol no dia 14 de maio de 1994, em Alvalade. Contudo, não foi um triunfo leonino que lhe traz mais recordações. Foi, sim, uma derrota perante o rival Benfica. “Foi uma derrota humilhante”, relembra ao Bancada aquele que se prepara para ser o primeiro surfista português a participar num Mundial de surf adaptado – realiza-se na próxima semana na Califórnia.

“O jogo que mais me marcou até foi uma derrota do Sporting. Foi os 6-3 em Alvalade. Foi aquela derrota mesmo humilhante. Fazia parte da Juve Leo e estava na bancada com a claque. Lembro-me que o último golo do Sporting foi do Balakov, de penálti”, recorda-nos Nuno Vitorino, que na altura ainda não tinha sofrido o acidente que o deixou paraplégico e que acabou por torná-lo num dos mais reconhecidos surfistas portugueses da atualidade.

Nuno não esquece a atuação de João Pinto, que foi o autor dos três primeiros golos do Benfica no encontro. “O João Pinto naquele jogo fez coisas que nunca mais fez na vida”, lamenta. No entanto, as maiores recordações são do ambiente vivido na bancada, juntamente com a claque. “Custou-me imenso. Foi dos jogos que mais me custou. Sofreu-se muito naquela bancada. Estava um ambiente muito, muito pesado”, admite o surfista, antigo nadador paralímpico e presidente da Associação Portuguesa de Surf Adaptado (SURFaddict).

 

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