Portugal
Sporting reitera que ganhou 22 títulos e diz que "a história não será apagada"
Redação
2020-12-17 11:05:00
Parecer 'Os campeonatos nacionais de futebol de 1921 a 1940' entregue por Varandas na Federação, nesta semana

O presidente do Sporting, Frederico Varandas, entregou na Federação Portuguesa de Futebol (FPF), nesta semana, um parecer intitulado 'Os campeonatos nacionais de futebol de 1921 a 1940', onde o clube de Alvalade insiste na tese de que conquistou 22 títulos de campeão nacional, alegando que o Campeonato de Portugal foi a principal competição de futebol portuguesa, de 1921 e 1938. 

A revelação foi feita nesta quinta-feira, num editorial do Jornal Sporting, da autoria de Miguel Nogueira Leite, membro do conselho diretivo do emblema leonino. Os leões não desistem de ver reconhecidos os títulos de campeão, nas provas ganhas naqueles anos. "O Sporting Clube de Portugal ganhou 22 títulos e a sua história não será apagada por decreto. Foi o que aconteceu, e não o que poderia ter acontecido", escreve Nogueira Leite.

De acordo com o emblema verde e branco, os campeonatos realizados entre 1921/1922 e 1937/1938 devem ser contabilizados, tal como as temporadas da I Liga Experimental - realizado entre 1934/1935 a 1937/1938. Esta luta começou ainda no tempo da presidência de Bruno de Carvalho, sendo que a FPF não reconhece esta versão e atribui 'apenas' 18 campeonatos aos leões.

"O Sporting Clube de Portugal solicitou, pelo menos desde 2016, que os seus 22 títulos de campeão nacional de futebol fossem, final e formalmente, reconhecidos pela Federação Portuguesa de Futebol. Pelo menos desde 2017 foi criada uma comissão pela FPF para analisar esse tema", enquadra agora o Sporting, neste editorial.

Apesar desta luta leonina, até hoje, nada aconteceu”. E “em resultado dessa estagnação, o Sporting entendeu auxiliar na formalização da verdade histórica do futebol português 

O caminho para esse efeito só poderia ser um: sair de um debate que foi sério, mas que ainda assim carecia, em nosso entender, de um elemento adicional fulcral: base científica”, refere o texto.

O tema tinha assim e ser analisado e estudado por quem de direito e que fosse idóneo para o caminho pretendido percorrer, e o estudo tinha de ser realizado de forma rigorosa, imparcial e, acima de tudo, contemplando todos os argumentos a favor e contra as diferentes teses existentes. Essa missão foi confiada ao professor doutor Diogo Ramada Curto e ao doutorando Bernardo Pinto Cruz e resultou no parecer intitulado Os campeonatos nacionais de futebol de 1921 a 1940, que foi esta semana entregue pelo presidente do Sporting Clube de Portugal ao presidente da FPF", revela Miguel Nogueira Leite.

O clube de Alvalade considera ter conquistado mais quatro campeonatos. Os leões defendem que os triunfos no extinto campeonato de Portugal (épocas de 1922/23, 1933/34, 1935/36, 1937/38) devem ser associados às 18 ligas portuguesas vencidas nas épocas 1940/41, 1943/44, 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53, 1953/54, 1957/58, 1961/62, 1965/66, 1969/70, 1973/74, 1979/80, 1981/82, 1999/00, 2001/02. E nesse sentido prosseguiram a batalha.

"Foi assim realizado ao longo de vários meses um trabalho notável de análise e estudo desta problemática, e em particular sobre a natureza das provas e a nacionalização do futebol português, também no âmbito do período do Estado Novo. Para esse efeito foram analisadas centenas de páginas e documentos, onde foram escrutinados também seriamente todos os elementos, indícios e teses que pudessem colocar em causa os 22 títulos ganhos pelo Sporting. A procura e análise foram sempre norteadas pela verdade histórica e não pela obtenção fictícia de títulos. Por essa razão, também esses elementos foram vertidos no parecer e valorados. E todos os caminhos levaram aos 22 títulos", realça o Sporting, no texto publicado hoje. 

O Sporting alega ainda que "nunca deixará de lutar pela verdade e transparência no desporto". E ainda que não possa antecipar a leitura do parecer entregue nesta semana, considera que "não haverá agora dúvidas de que a FPF lavra num enorme erro, e que face às evidências constantes deste parecer, terá obrigatoriamente de o corrigir".

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