Visto da Bancada
Rui Xará (N.º 187)
2017-12-19 12:30:00
Rui Xará, humorista, traz futebol em dose tripla.

Um traje universitário pendurado durante uma semana, um Ronaldo precoce e, mais para o final, uma “derrota cívica” e uma fuga a Cavaco Silva. Confuso?

O Rui Xará contou, ao Bancada, três jogos de futebol que o marcaram. O primeiro foi um Portugal-Holanda, nas Antas, em 2001, com Rui ainda na faculdade. “Fomos trajados e nem guarda-chuva tínhamos. Chovia imenso. A minha capa académica esteve uma semana a secar”, recorda, acrescentando que, para Portugal, foi Luís Figo o herói do dia, ao fazer o 2-2, aos 90+3, num jogo em que Portugal perdia 2-0 a menos de dez minutos do final.

Para os mais saudosistas, deixamos os onzes desse jogo de apuramento para o Mundial da Coreia e do Japão. 

Portugal: Quim; Secretário, Couto, Litos, Rui Jorge; Paulo Bento (Capucho), Costinha, Rui Costa, Figo, Sérgio Conceição (Nuno Gomes) e Pauleta.

Holanda: van der Sar; Reiziger, Stam, Frank de Boer, Cocu; Davids, van Bommel, Zenden (Makaay), Overmars; Jimmy Hasselbaink (van Hooijdonk) e Kluivert.

"Foi um ato de civismo do SC Braga não ganhar uma Taça entregue pelo Cavaco”

Rui Xará esteve ainda no jogo inaugural do Euro 2004 e viu, logo aí, o que estava para vir. “Deu para perceber que Ronaldo seria o que é hoje. Quando Scolari o meteu em campo...”, recordou.

Por fim, a história mais deliciosa. Em maio de 2016, Rui Xará foi ao Jamor. Assistiu à final da Taça de Portugal na qual o SC Braga, de Paulo Fonseca, venceu o FC Porto, de José Peseiro, no desempate por penáltis.

Fui com o meu pai ao futebol”, conta-nos, antes de apresentar o “feeling” que teve: “No ano anterior, em que o SC Braga perdeu com o Sporting, também nos penáltis, eu não quis ir lá ver”. Porquê? Quem entregaria a Taça era... Cavaco Silva. “Juro que é verdade. É um tipo execrável e que eu odeio. Tenho um pó enorme àquele homem”, dispara, antes de acrescentar: “Foi um ato de civismo do SC Braga não ganhar uma Taça entregue pelo Cavaco”

Em 2016, no entanto, foi diferente e o troféu seria entregue por um... braguista. “Neste ano, recebemos a Taça do Marcelo Rebelo de Sousa, um presidente braguista. Foi o único jogo em que chorei. Abracei-me ao meu pai, com quase 80 anos, após o penálti do Marcelo Goiano"

Ainda consegue dizer quem foram os marcadores? O 2-2 no tempo regulamentar foi construído por Rui Fonte e Josué, para os minhotos, e por um bis de André Silva, para os portuenses.

SC Braga: Marafona; Baiano, Ricardo Ferreira, André Pinto, Marcelo Goiano; Luiz Carlos, Mauro, Josué, Rafa; Rui Fonte e Hassan.

FC Porto: Helton; Maxi Pereira, Chidozie, Marcano, Layún; Danilo, Sérgio Oliveira, Herreira; Varela, Brahimi e André Silva.

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