Visto da Bancada
Rui Lança (nº74)
2017-08-13 12:30:00
Chuva de golos no Jamor, um grande golo de Futre e um "plantel que, no papel, tinha tudo para ser uma grande equipa"

Uma final da Taça de Portugal é, e será, sempre, uma ocasião especial. Quando existe chuva de golos, ainda mais. Não foram muitas as edições da competição ao longo dos anos com tantos golos marcados numa final. Antes de 1993, era necessário recuar até 1964 para se terem visto tantos golos serem marcados no jogo derradeiro da Taça de Portugal e, desde 1993, sete golos marcados em apenas um jogo de final de Taça, apenas voltou a acontecer numa ocasião. Foi em 2011 quando o FC Porto goleou o Vitória de Guimarães por 6-2 com golos de James (x3), Varela, Rolando e Hulk.  

Em 1993, porém, foram sete os golos marcados entre Benfica e Boavista com o conjunto de Toni a alcançar a 22ª Taça de Portugal para o clube encarnado. Paneira, João Pinto, Paulo Futre (x2) e Rui Águas foram os autores dos golos do Benfica enquanto Brandão e Tavares salvaram a honra dos axadrezados, então, orientados por Manuel José. Rui Lança, especialista na área da Liderança e do Coaching e autor de vários livros na área, foi um dos muitos milhares de adeptos presentes no Jamor que assistiram ao vivo a um verdadeiro épico e clássico do futebol português.  

Rui viveu durante muitos anos em Caxias pelo que um salto ao Jamor, para assistir à final da Taça de Portugal, foi uma constante durante esses período. Ao Bancada contou que, até aos 18 anos, viu praticamente todas as finais do Jamor. Naquela tarde em que o Benfica venceu o Boavista, jogo que recorda, "antecedeu o verão quente de 1993 em que Paulo Sousa e Pacheco trocaram o Benfica pelo Sporting", mais do que a chuva de golos, Rui Lança destaca uma equipa do Benfica repleta de jogadores de grande nível. Uma equipa que, define, englobava "um conjunto de jogadores de grande qualidade, com três jovens estrelas portuguesas a nascer: Paulo Sousa, Rui Costa e João Vieira Pinto". Como Rui Lança assentiu ao Bancada, "no papel, tinha tudo para ser uma grande equipa".  

O Benfica venceu a Taça de Portugal de 1993, mas a equipa de Toni não evoluiu em conjunto como eventualmente esperariam os adeptos benfiquistas. Paulo Sousa e Pacheco saíram nesse verão para o Sporting e Futre, que fez dois golos na final perante o Boavista, rumou a Marselha. O Benfica sagrou-se campeão em 1993/94 apesar de tais saídas e ainda que a estadia de Futre pela Luz tenha sido curta, "El Portugués" deixou a sua marca com dois golos na final perante o Boavista. Um deles, como recordou ao Bancada Rui Lança, "um grande golo".

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