Visto da Bancada
Pete Tha Zouk (nº 80)
2017-08-20 12:30:00
Pete contou ao Bancada o momento descontraído que viveu com a seleção nacional e a aflição estampada no rosto de Puyol

Pete Tha Zouk é sinónimo de festa, boa música e grandes ambientes. O artista coleciona prémios de “Melhor DJ Português” e chegou a ser um dos melhores a nível mundial. É um enterteiner por excelência e de uma humildade extrema que aceitou partilhar com o Bancada duas experiências que jamais mais esquecerá: um momento de privacidade com os jogadores da selecção nacional e a noite em que Carles Puyol partiu o braço no Estádio da Luz.

Pete não esquece a noite em que teve a oportunidade de partilhar um momento de privacidade com a selecção nacional em 2011, tudo graças ao amigo Tofinha, roupeiro da Federação, que arranjou maneira de levar o DJ até aos jogadores que eram fãs do seu trabalho.

A selecção estagiava no Vale do Garrão, e Pete Tha Zouk esteve com Ronaldo e companhia e com quem trocou prendas: “Ele ficou com os meus phones e eu com uma bola assinada por toda a selecção.” Pete distribuiu CD’s a todos os elementos da comitiva e o acontecimento dessa noite virou ritual, já que nos anos seguintes foram os próprios jogadores a pedirem a Pete que fosse ter com eles com os mais recentes trabalhos do DJ.

“Privar com aqueles que eram os meus ídolos, num ambiente mais descontraído, e perceber que eles conheciam e gostavam do meu trabalho foi um momento incrível”, contou Pete Tha Zouk ao Bancada. “Depois já eram alguns deles, nos anos que se seguiram, a pedirem para que organizássemos um encontro para receberem os meus novos álbuns”, revelou.

O segundo momento que Pete Tha Zouk tem gravado na memória é um pouco menos feliz, por duas razões: porque viu o “seu” Benfica derrotado no Estádio da Luz numa partida diante do FC Barcelona para a Liga dos Campeões e também porque viu o sofrimento na cara de Carles Puyol depois de o eterno capitão catalão ter partido o braço.

“Um jogo que me ficou marcado foi o que opôs o Benfica ao FC Barcelona na Luz, para a Liga dos Campeões, que, com muita pena minha o Benfica perdeu. Foi no jogo em que o Carles Pyuol partiu o braço. E eu assisti ao momento infeliz bem de perto porque estava mesmo atrás da baliza onde o lance aconteceu”, começou por contar ao Bancada.

O DJ recorda que o lance ocorreu num raro momento em que todo o estádio estava em suspense, e o silêncio, estranho, permitiu ouvir o som desagradável do sofrimento de Carles Puyol no momento em que caiu e partiu o braço de forma arrepiante.

“Foi uma sensação de aflição. Perceber o sofrimento pelo qual o jogador estava a passar. E foi num momento em que todo o estádio estava em silêncio, porque foi um cruzamento e as pessoas ficaram em suspense para ver o que dava a jogada e eu consegui ouvir o barulho da queda e ver o braço a torcer-se foi realmente chocante e marcante. O jogador acabou por ficar completamente imobilizado até ser substituído”, lembra Pete que, pese embora, o desagradável momento, realçou o magnífico ambiente vivido dentro e fora do estádio.

“ Confesso que não vou muitas vezes ao futebol. Nesse dia acabei por perceber que ir ao estádio para ver um jogo de futebol, não é só aquilo que se passa dentro do campo. É toda uma envolvência: estar nas roulottes cá fora antes do jogo, ouvir as claques é fabuloso viver estes momentos.”

 

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