Visto da Bancada
Pedro Barny (nº 5)
2017-06-05 20:00:00
O antigo jogador do Boavista relembra o dia em que começou sentado na bancada e acabou no relvado perto dos ídolos

Pedro Barny, antigo jogador dos anos 80 e 90 do século passado, com passagens por Boavista, Estrela da Amadora, Sporting, Belenenses e Desp. Aves, não hesita quando lhe pedimos para escolher o jogo que mais o marcou visto da bancada, na qualidade de simples adepto. O Boavista,1-Benfica,4 da época 1975/76. Um jogo em que começou por sentar-se na bancada e acabou no relvado bem perto dos ídolos.

“Tinha oito, nove anos...mas nunca mais me esqueci desse jogo no Estádio do Bessa. O Boavista era treinado pelo Pedroto e estava a lutar para ser campeão, o técnico do Benfica era Mário Wilson. Eu era um adepto ferrenho do Boavista, via os jogos todos no Bessa, e acompanhava a equipa fora com o meu pai. Nesse dia [10 de janeiro de 1976], o Bessa estava cheio, mesmo cheio, de tal modo que por motivos de segurança abriram as portas das vedações que davam acesso ao relvado para deixarem passar as crianças para dentro do relvado, à volta das quatro linhas. Vi dali o jogo e isso marcou-me tanto que é uma memória que perdura em mim até hoje”.

Barny conta-nos um episódio particular desse dia memorável para ele: “O lateral do Benfica era o Artur, o ‘russo’, e houve um lance junto à linha em que ele se envolveu com um jogador do Boavista, já não me lembro quem, e os dois caíram em cima de um grupo que estava ali junto às quatro linhas. Eu estava próximo, vi aquilo tudo, e isso marcou-me. É o pormenor desse jogo de que mais me lembro, para além do golo do Manuel Barbosa, um pontapé de fora da área. Estar ali tão perto dos craques foi um deslumbramento para mim que ainda hoje recordo com intensidade. Como se tivesse sido ontem”, recorda com entusiasmo.

Barny, hoje treinador, à espera de uma oportunidade para fazer aquilo que mais gosta, treinar, elege ainda outro jogo como especial, na sua condição de adepto. Um Boavista,4-Atl.Madrid,1, da Taça UEFA, a 16 de setembro de 1981 (1ª mão). “Tinha aulas nesse dia, não podia faltar. Quando as aulas acabaram, saí a correr para o Bessa mas quando lá cheguei o jogo já tinha começado. Entrei pela Superior e era-me impossível chegar à frente para ver melhor a partida. Nesse tempo, não havia lugares sentados no Bessa, as bancadas eram corridas, ficávamos todos de pé. Comecei então a furar, a furar, e quando já estava próximo do campo, acontece um livre do Diamantino, uma folha seca, e é golo. Dá-se uma explosão de alegria tal que aquela gente toda veio para cima de mim. Tive de voltar para trás e esperar mais uns minutinhos para voltar ao mesmo sítio”, relata.

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