Visto da Bancada
Paulo Catarino (nº 111 )
2017-09-27 12:30:00
Goleador está em busca do golo 300 na carreira

“Epa são mais jogos jogados do que vistos ao vivo”, começa por dizer Paulo Catarino, ao Bancada. O nome não lhe diz nada? Aos mais atentos, talvez diga. E se falarmos de “Jardel do Viso”? E se falarmos do quarentão que, aos 45 anos, ainda joga, nos distritais, para chegar aos 300 golos na carreira (começou esta temporada com 294)? A história é conhecida e Paulo Catarino, que já representou clubes como Vitória de Setúbal, Nacional e Olhanense, já é uma figura do futebol nacional. 

Ao Bancada, o avançado do Valenças (que também é treinador adjunto do Torreense) conta dois jogos que o marcaram, em particular, lembrando ainda – bem a pretexto – um Sporting-Barcelona, que hoje terá uma repetição, em Alvalade.

Loucura setubalense

“Que me tenha impressionado, vi o triunfo do Vitória de Setúbal na Taça de Portugal, em 2005, frente ao Benfica. Gostei muito e mexeu comigo”, começa por dizer Paulo Catarino, antes de explicar: “Foi bom porque sou aqui da terra. Senti a alegria das pessoas, que estavam a precisar de uma alegria daquelas”.

“Foi muito mais do que um jogo de futebol. Foi uma loucura”, recorda.

Os fãs de Vítor Baía... molhados

“Lembro-me também de um jogo em que o FC Porto perdeu em casa com o Atlético Madrid, na Champions. Foi a primeira vez que o meu filho foi ver um jogo do FC Porto (Paulo Catarino é, assumidamente, adepto do clube portista)”.

O problema, nesse jogo, teve vários níveis: o resultado e... o tempo.

“Éramos os dois grandes fãs do Vítor Baía. Foi uma desilusão, tanto pelo resultado como pelo tempo que ficámos a chuva, o miúdo com um cartaz para o Baía”.

Por fim, Paulo Catarino recorda ainda outro momento marcante. O momento em que viu o seu ídolo, ao vivo, pela primeira vez.

“Marcou-me a primeira vez que vi o Messi jogar. Ele é o meu ídolo. Foi em Alvalade, num Sporting-Barcelona”, recordou. Vem mesmo a calhar, caro Paulo. Nesta quarta-feira, pelas 19h45, Messi e companhia regressam a Lisboa. Paulo Catarino lamenta que não vai poder lá estar, mas haverá, certamente, casa cheia em Alvalade.