Visto da Bancada
P. Frischknecht (nº 2)
2017-06-02 20:00:00
O ex-atleta olímpico conta, ao Bancada, a sua experiência em jogos “a doer”

Paulo Frischknecht, ex-nadador olímpico e ex-presidente da Federação Portuguesa de Natação, esteve nos Jogos de 1976, em Montreal, e quatro anos depois, em Moscovo (nestes últimos, foi um dos atletas que não aderiu ao boicote ao certame russo, iniciado pelo presidente americano Jimmy Carter).

Aos 55 anos, o antigo nadador conta, em exclusivo, dois momentos que o marcaram, em dois jogos Vistos da Bancada. Coincidência ou não, o ex-atleta escolheu dois jogos de alta pressão, em dois duelos decisivos.

O primeiro, em 1971, com tenros 10 “anitos”, aconteceu no velhinho Estádio José de Alvalade, nos oitavos-de-final da Taça de Portugal. O Sporting defrontou, conta Frischknecht, “o exótico (porque distante) Clube Sportivo Mindelense, da então província ultramarina de Cabo Verde”. Devido ao resultado raro (21x0) ou à festa singular vivida nesse jogo, o certo é que esse “filme” continua a passar com nitidez memória de Paulo Frischknecht, como “um dos momentos mais marcantes e felizes no futebol – isto apesar de ter assistido aos famosos 7-1 de 1986”.

O segundo momento é mais recente. Em 1991, a seleção sub-20 de Portugal venceu o Mundial da categoria, frente ao Brasil, no desempate por pontapés de penálti. Paulo Frischknecht esteve nesse jogo, no Estádio da Luz, contribuindo para uma “atmosfera de júbilo infernal, após a marcação dos penáltis”, um “tremendo happy ending” do qual não se esquece.

“Ainda houve 2004, em que a idade (mais crescido e mais comedido) e o resultado final não foram suficientes para ultrapassar as recordações mais longínquas. Valeu 2016, por tudo”.

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