Visto da Bancada
Marco Soares (Nº194)
2017-12-27 12:30:00
Marco Soares, internacional cabo verdiano, vai poucas vezes ao futebol mas não é parco em histórias para contar.

Para quem nos conta que não é muito de ir aos estádios ver futebol – talvez assim o entenda por passar mais tempo a jogar que propriamente a ver os outros fazê-lo -, Marco Soares, internacional cabo verdiano, e hoje ao serviço do AEL Limassol, tem muito para nos contar. Desde os tempos de infância passados no Estádio do Bonfim onde passou muitos bons momentos, ao dia da inauguração do novo estádio nacional de Cabo Verde, e não esquecendo o Benfica-Liverpool de 2010 para o qual viajou de Leiria com a companhia de nomes ilustres e cuja viagem teve escala na Cova da Moura para um almoço muito especial. 

Setembro de 2014. Catorze mil pessoas encheram o novo estádio nacional de Cabo Verde e a estreia do recinto não podia ter corrido melhor ao país africano. Com golos de Zé Luís e Heldon, Cabo Verde venceu a Zâmbia por 2-1 e alcançou a segunda vitória na fase de qualificação para a CAN 2015. Duas vitórias que em muito ajudaram os Tubarões Azuis a repetir a presença na competição, depois da participação inédita em 2013. Por essa altura, Marco Soares, médio hoje ao serviço do AEL Limassol que em Portugal alinhou por clubes como o Barreirense, a União Leiria ou o Olhanense – contando ainda passagens pela Roménia e por Angola -, era já capitão do seu país. "Infelizmente não joguei esse jogo. Estava na bancada porque estava lesionado, mas acompanho sempre a seleção de Cabo Verde para todo o lado", diz-nos. Marco Soares não esquece o ambiente festivo daquele dia. "O estádio estava completamente cheio. Foi uma grande festa, estava um grande ambiente, orgulhoso pelo estádio novo, moderno. Foi uma excelente vitória, o Zé Luís fez um grande golo", recorda-nos. 

Marco Soares estava indeciso. Saltava-lhe, também, à memória, o dia em que seguiu de Leiria para Lisboa na companhia de Silas, Vitor Moreno e Gomes para ver o Benfica receber o Liverpool na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões 2009/10. Jogo em que Óscar Cardozo bisou de grande penalidade para anular a vantagem alcançada por Daniel Agger logo aos nove minutos. "Estava um ambiente espetacular. Nós ficámos bem lá em cima, mas lembro-me quando os adeptos começavam a bater com os pés e parecia que o estádio vinha abaixo" recorda-nos Marco Soares. O cabo verdiano confidencia-nos que a viagem Leiria-Estádio da Luz não foi direta. Pelo meio, houve uma escala na Cova da Moura para um almoço especial: uma cachupa, pois claro. Uma cachupa e uma visita a amigos do bairro lisboeta.  

Marco Soares diz-nos que vai poucas vezes ao estádio ver futebol, mas não faltam histórias para contar. Muito antes de receber o Liverpool ou apadrinhar a inauguração do novo estádio nacional de Cabo Verde, já Marco Soares, um pequeno Marco Soares, pontuava nas bancadas do Estádio do Bonfim em Setúbal. "Também passei muitos bons momentos no Estádio do Bonfim. Ainda mais criança. Assisti a algumas subidas de divisão, estádio cheio, Setúbal inteiro envolvido com o clube. Também foram momentos muito especiais", recorda.  

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