Visto da Bancada
José Manuel Antunes (nº 253)
2018-03-18 12:30:00
Antigo vice-presidente do Benfica recorda o que denomina de "jogo glorioso" dos encarnados

A goleada de 5-1 aplicada pelo Benfica ao Real Madrid em 1965 ficou para sempre na memória de José Manuel Antunes, antigo vice-presidente dos encarnados. "Era uma criança, tinha 12 ou 13 anos e foi a maior emoção desportiva da minha vida", recorda ao Bancada o antigo dirigente, sublinhando: "Já era benfiquista e ainda mais benfiquista fiquei perante um jogo tão glorioso."

"O Real Madrid era considerado na altura a melhor equipa do Mundo e ganhar da forma como ganhámos foi extraordinário. O Benfica tinha uma equipa gloriosa. Foi a primeira vez que tive oportunidade de ver um jogo à noite e logo com uma vitória retumbante", acrescenta José Manuel Antunes, lembrando a frente de ataque dos encarnados, formada por "Eusébio, Coluna, Torres, José Augusto e Simões". Mas não só, Costa Pereira e Germano não deixaram de ser lembrados pelo dirigente, que acentuou o prazer que foi mais tarde ter a oportunidade de conviver com jogadores desta dimensão. "Foi como concretizar um sonho."

Num daqueles jogos épicos, os golos do Benfica foram apontados por José Augusto (9 minutos), Eusébio (12 e 25), Simões (75) e Coluna (87). Amancio, aos 58 minutos, efetuou o remate certeiro dos merengues, que tinham Gento e Puskás como grandes referências.

Além deste Benfica-Real Madrid, houve outro jogo do clube da Luz que ainda perdura na memória de José Manuel Antunes. "Foi outro momento mítico. O Benfica tinha perdido por 1-0 na primeira mão, frente ao Feyenoord, e a dez minutos do final estava a vencer por 2-1, mas em risco de ser eliminado fruto da regra dos golos fora. No entanto, o Nené fez o jogo da vida dele e virou-o para uma goleada de 5-1. Verdadeiramente extraordinário."

De resto, José Manuel Antunes não deixa também de sublinhar o recente título de campeão europeu alcançado pela Seleção Nacional por terras gaulesas, ao vencer a França na final mediante o mítico golo de Éder já no prolongamento. "Foi histórico e único. Estive para aí dois minutos abraçado ao meu filho mais velho a chorar, tal a emoção."

 

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