Visto da Bancada
José Bizarro (nº 68)
2017-08-07 19:00:00
Bizarro recorda final da Taça entre Leixões e Sporting em 2002, dia em que foi "apalpado" mais do que o previsto

José Bizarro, atual treinador do SC Coimbrões, elege a final da Taça da Portugal de 2002 entre o Leixões e o Sporting, que os leões venceram por 1-0, golo de Mário Jardel, aos 40 minutos, numa época em que a equipa de Alvalade fez a dobradinha sob o comando do técnico romeno Laszlo Bölöni, como um dos jogos visto da bancada que mais o marcou. Mas não foi por causa do triunfo do Sporting que Bizarro guarda na memória essa partida, ele que estava na bancada como…adepto do Leixões. O ambiente de festa no Jamor, com um saudável convívio entre as claques das duas equipas, a maneira como o Leixões, então no terceiro escalão do futebol português, conseguiu equilibrar o jogo e a forma demorada como foi revisto pela segurança antes de entrar no estádio estão na génese da escolha do campeão do mundo de Riade, em 1989.

“Sou natural de Matosinhos, e na altura era adepto ferrenho do Leixões. No dia em que venceu a meia-final frente ao SC Braga (3-1, em Braga), telefonei logo para garantir os bilhetes para a final”, conta Bizarro que qualifica de “memorável” o ambiente que encontrou à chegada ao Estádio Nacional. “Uma moldura humana impressionante. Havia tanta gente do Sporting como do Leixões. E o convívio entre adeptos dos dois clubes foi algo de fantástico, sem rivalidades, sem qualquer tipo de problemas. Devia ser sempre assim”.

Apesar do Leixões ser, na altura, uma equipa do terceiro escalão, isso não fez da formação orientada por Carlos Carvalhal o ‘bombo da festa’ naquela tarde de 12 de maio. Pelo contrário. “Foi uma final muito equilibrada. Talvez de uma forma inesperada, o Leixões conseguiu equilibrar o jogo e dar luta ao Sporting. Não se viu em campo a diferença entre uma equipa que era campeã nacional e outra que disputava a então II B, Zona Norte”, recorda Bizarro que deixa para o fim o episódio caricato que lhe aconteceu antes de entrar para o estádio. 

“Deve ter sido o jogo em que fui mais apalpado pelos seguranças. Só faltou tirar as cuecas para fora”, ri-se.  “Não me recordo de tanta vistoria num jogo de futebol. Ainda há pouco tempo fui ver a final da Taça de Portugal entre o Benfica e o Vitória de Guimarães e foi normal. Mas naquele dia, não. Revistaram-me todo, só faltou tirar as cuecas e espreitarem-me pela garganta", ri-se de novo.

 

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