Visto da Bancada
Fernando Tomé (nº 26)
2017-06-26 19:30:00
Antigo jogador relembrou a segunda Taça de Portugal conquistada pelo Vitória de Setúbal

O jogo da vida de Fernando Tomé aconteceu em 1967. O Vitória de Setúbal, que havia conquistado a Taça de Portugal dois anos antes, voltava ao Jamor. O adversário foi a Académica e os sadinos venceram os estudantes por 3-2 num encontro que durou 144 minutos e que, segundo o ex-internacional pela Seleção Nacional, teve tanto de tempo como de bom futebol.

"O melhor jogo que eu vi e em que tive o prazer de lá estar foi a final da Taça de Portugal que o Vitória venceu que vai fazer agora, dia 9 de julho, 50 anos. O jogo foi tão bom, tão bom, que teve dois prolongamentos. Um de 30 minutos e outro de 24 minutos, altura em que chegou o golo de ouro. O fenómeno desse jogo foi a maneira e a forma como foi jogado. As duas equipas com ataques alternados, era ataque para um lado, ataque para o outro", disse Fernando Tomé, antigo jogador de Vitória de Setúbal, Sporting e UD Leiria, ao Bancada.

Numa final entre o quinto (Vitória) e o segundo (Académica) classificados da edição de 1966/67 do campeonato, outra das coisas que mais impressionou Fernando Tomé foi a atmosfera vivida no Estádio Nacional.

"O ambiente foi especial. Como é que duas equipas não consideradas grandes conseguiram encher o Estádio Nacional? E mais: conseguiram proporcionar um grande jogo. Naquele período a Académica tinha acabado de ficar em segundo lugar no campeonato e as pessoas que acompanhavam o futebol na altura diziam que era uma das equipas que melhor futebol praticava em Portugal. E até se dizia que se o futebol nessa altura fosse pontuado, como uma música ou dança, com pontos, o campeão era a Académica ou o Vitória. Isto demonstra a qualidade com que as equipas jogavam", contou ainda Fernando Tomé, revelando que o futebol jogado pelas duas equipas "era bonito e eficaz, sempre com o pensamento na baliza do adversário".

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