Visto da Bancada
Diogo Alves Pinto (Nº214)
2018-01-23 11:00:00
Uma das raras idas ao futebol do músico culminou com uma das noites mais negras da história do futebol português.

Como o próprio Diogo Alves Pinto nos diz, esta não é a melhor das histórias. O músico português, multi-instrumentista e sediado no Porto foi um dos milhares que assistiu  "in loco" a uma das noites mais negras do futebol em Portugal. Diogo, que faz carreira musical sob o nome Gobi Bear, foi um dos milhares que assistiu "in loco" ao falecimento de Miklos Fehér no relvado do Dom Afonso Henriques. Memorável pelas piores razões, esta é uma história que extravaza o futebol em si.

Janeiro de 2004. Vitória SC-Benfica, 0-1. No jogo que terminou com a vitória do Benfica sobre o Vitória à 19ª jornada, o que ficou para contar foi mais do que um jogo de futebol. Ficou, sim, por contar, o jogo da vida e da morte. Da morte de Miki Fehér, jogador húngaro que chegara a Portugal anos antes para representar o FC Porto e que contou ainda passagens por Salgueiros e SC Braga antes de ingressar no Benfica. Naquela noite, Fehér caiu para sempre. "Não costumo ir ao futebol. Na verdade a minha experiência mais memorável foi ter visto o Fehér a morrer em campo numa das 3 vezes que fui a um estádio". Diogo Alves Pinto relembra-nos que não é a melhor das histórias e, talvez felizmente para o próprio, a idade não permitiu que tivesse uma perceção clara daquilo que se passava sobre o relvado logo após o cartão amarelo mostrado por Olegário Benquerença. Diogo tinha 12 anos na altura.

"Isto aconteceu em 2004, o que significa que eu tinha 12 anos. Lembro-me de haver uma espécie de entendimento geral à minha volta em relação ao que tinha acabado de acontecer. Eu estava a olhar para aquela zona do campo e vi-o a cair, mas não conhecia o suficiente para sequer tecer uma opinião. No entanto, senti um silêncio à minha volta, como se as pessoas percebessem logo que alguma coisa estava seriamente mal no momento em que ele atingiu o chão", recorda-nos. O cenário confirmado não podia ser pior e, naquela noite, Diogo, como tantos outros milhares, viveram ao vivo uma das maiores tragédias e uma das noites mais negras da história do futebol em Portugal. 

Melhoremos o ambiente. À vida de Miki Fehér:

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