Visto da Bancada
Bruno Carvalho (nº22)
2017-06-22 21:00:00
O presidente do GD Chaves recorda ao Bancada um jogo no estádio dos flavienses que terminou com os adeptos em lágrimas

“O jogo em que nós, por 30 segundos, não conseguimos subir.” É desta forma que o presidente do GD Chaves, Bruno Carvalho, descreve o encontro de futebol, visto a partir da bancada, que mais o marcou. O dirigente dos flavienses refere-se, claro está, ao duelo da última jornada da Segunda Liga na época 2014/15, na qual a turma transmontana recebeu no próprio estádio a UD Oliveirense, venceu o jogo, mas não alcançou o principal objetivo da temporada, a subida de divisão.

À partida para essa ronda, tanto o GD Chaves (77 pontos), como o Sporting da Covilhã (77), o CF União (77) e o Tondela (80) podiam ser promovidos ao principal escalão do futebol português. Ora, os flavienses, no terceiro posto da tabela classificativa (subiam os dois primeiros), cumpriram o seu papel, ao triunfaram perante a UD Oliveirense, por 2-0. “Foi um jogo intenso, no qual estive também colado ao telemóvel, à rádio e às imagens que iam chegando do estádio do Freamunde, onde o Tondela estava a jogar”, começou por contar Bruno Carvalho ao Bancada.

Nos minutos finais dos encontros, o Tondela estava a perder em Freamunde, resultado que colocava os tondelenses e o GD Chaves na Liga, o que acabou por não se verificar devido ao golo tardio, no tempo de compensação, de André Carvalhas, que ditou o empate dos beirões. Com essa conjuntura de resultados, os trasmontanos cederam o segundo lugar ao CF União, para desgosto dos presentes no Estádio Municipal de Chaves. “Nós tínhamos o nosso jogo ganho e eu, a certa altura, nos minutos finais, fui chamado pela nossa assessora de comunicação para me deslocar juntamente com o meu irmão [Francisco Carvalho], que é o diretor da SAD, para o relvado porque iam começar a gravar o nome do GD Chaves na taça desse ano”, continuou a explicar Bruno Carvalho.

Até que tudo mudou de um minuto para o outro. “Já estava efetivamente a descer as escadas dos camarotes, num ambiente de festa, e de repente fez-se um silêncio enorme. O estádio silenciou, ouvi algumas crianças a chorarem e perguntarem aos familiares ‘porquê?’ e se era mesmo verdade que não subíamos nem éramos campeões, também alguns adultos, com várias pessoas com as mãos na cabeça”, revelou o presidente dos flavienses, a dar conta do semblante vivido no estádio aquando do golo do Tondela em Freamunde.

“Foi para mim o jogo mais marcante, porque é impossível esquecer o olhar das pessoas”, confessou Bruno Carvalho, que fez, no momento, o papel de líder do clube. “Tentei consolar as pessoas e deixar-lhes uma mensagem de calma e de que o futebol é mesmo assim.”

O duelo do GD Chaves diante da UD Oliveirense ficará para sempre guardado na memória de Bruno Carvalho, não pelos motivos mais positivos, como o próprio afirma, mas por se tratar de uma experiência que o futebol proporciona e, de facto, os flavienses viriam a festejar a subida na época seguinte.

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