Visto da Bancada
António Figueiredo (nº 207)
2018-01-14 12:30:00
Antigo vice-presidente do Benfica nunca mais esqueceu um jogo "mítico" das águias

A vitória de 6-3 do Benfica no Estádio José Alvalade a 14 de maio de 1994 ficou para sempre na memória de António Figueiredo, antigo vice-presidente dos encarnados, que elegeu este jogo como o mais apaixonante que viveu como adepto e dirigente. "É um daqueles jogos memoráveis que nunca se esquecem", recorda o dirigente de então, enfatizando a importância do triunfo. "Foi importante pela vitória, pelo espectáculo e ainda por cima garantiu o título ao Benfica. Pertencia a essa direção e lembro-me perfeitamente da forma extraordinária como o jogo foi vivido."

António Figueiredo destaca este triunfo como um momento inolvidável de uma equipa enquanto coletivo mas não deixa de sublinhar a exibição de João Pinto. "Não gosto muito de individualizar até porque nesse jogo o Benfica fez uma exibição notável mas obviamente não podemos passar ao lado da exibição do João Pinto, que fez um dos melhores jogos que alguma vez vi um jogador de futebol fazer. De resto, lembro-me que nesse jogo até o Hélder, que era defesa central, marcou um golo. O Sporting esteve duas vezes a ganhar e tinha uma belíssima equipa, com Figo, Balakov, Paulo Sousa, mas o João Pinto pôs o Sporting de joelhos. Se o Sporting tivesse ganho seria certamente campeão."

Num dérbi de loucos, Cadete inaugurou o marcador, tendo João Pinto igualado. Figo voltou a colocar os leões na frente, mas João Pinto repôs o empate e ainda antes do intervalo fez um "hat-trick" que levou as águias à liderança do marcador. Isaías bisou no segundo tempo tendo Hélder feito o sexto golo, com Balakov a reduzir e a estabelecer o resultado final.

O Sporting, liderado por Carlos Queiroz, alinhou com Lemajic; Nélson, Valckx, Vujacic e Paulo Torres (Pacheco, 45'); Figo, Paulo Sousa, Capucho e Balakov; Cadete e Iordanov (Poejo, 60'). Já o Benfica, que tinha Toni no comando técnico, apresentou Neno; Veloso, Mozer, Hélder e Kennedy; Abel Xavier, Vítor Paneira, Isaías (Rui Costa, 71'), e Schwarz; Ailton e João Pinto (Rui Águas, 78').

Pese embora o facto de ter escolhido este dérbi como o jogo de eleição, António Figueiredo fez questão de enumerar outros jogos míticos, como o Benfica-Real Madrid da final da Taça dos Campeões Europeus, os 5-1 aos merengues e o encontro de Portugal frente à Coreia do Norte no Mundial de 1966, que terminou com uma remontada espetacular com um triunfo por 5-3 em mais uma tarde enorme de Eusébio. "Portugal tinha tudo para ser campeão do Mundo, mas a meia-final com a Inglaterra foi uma vergonha", frisa.

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