Visto da Bancada
António Borges (N.º 255)
2018-03-20 12:15:00

António Borges, antigo jogador do GD Chaves nos anos 80 e treinador em 2001/02 e 2006/07, recordou ao Bancada a partida que mais o marcou enquanto espectador, curiosamente um encontro realizado enquanto ainda representava o emblema flaviense.

Em 1985/86, primeira época do clube transmontano no principal escalão do futebol português, o Chaves encontrou o Belenenses nos quartos de final da prova-rainha, a Taça de Portugal. Após um empate a uma bola em Belém, os transmontanos preparavam-se para receber os azuis do Restelo no Municipal de Chaves, com algumas baixas no plantel. “Empatámos 1-1 em Belém, depois fomos jogar a casa do Benfica e tínhamos uns quantos jogadores lesionados, eu inclusive, com um problema no adutor. Ainda assim, eu queira jogar, mas o clube não deixou”, lembrou António Borges, que teve que ver essa partida da bancada.

Após momentos de descompressão, teve que voltar a debruçar as atenções sobre o decisivo momento das grandes penalidades, o que o levou a protagonizar um episódio caricato. “Depois tive que ir ver a marcação dos penáltis. Estava na bancada superior, saí de lá e consegui ir para trás da baliza, nem sei como, à espera que pudéssemos marcar a grande penalidade da vitória”. Ainda assim, o triunfo acabou por sorrir às hostes do Restelo, para tristeza do capitão flaviense. “Foi o jogo em que tive mais sofrimento”, revelou.

Essa segunda mão dos quartos de final da Taça de Portugal, da temporada 1985/86, foi então protagonista do jogo que mais marcou António Borges enquanto espectador, uma partida que o antigo jogador viveu a partidas bancadas. “Geralmente vejo uma partida de forma serena, mas naquele jogo não foi possível. Transpirei, suei, senti-me mal, baixou-me a tensão, algo que não é normal para mim. Não conseguimos chegar à final da Taça de Portugal”, concluiu António Borges.

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