Visto da Bancada
Ângelo Valente (nº 189)
2017-12-21 12:30:00
Diretor de comunicação do Beira-Mar relembra uma das maiores vitórias europeias do FC Porto

Ângelo Valente é um dos adeptos mais ferrenhos do Beira-Mar, clube no qual desempenha as funções de diretor de comunicação. No entanto, foi no Estádio do Dragão e num encontro europeu do FC Porto que assistiu ao jogo mais memorável. “Foi uma emoção muito grande”, afirma Ângelo, sobre o triunfo dos dragões frente ao Bayern Munique de Pep Guardiola, em 2014/15, por 3-1, na primeira mão dos quartos-de-final da Champions.

“Há uma coisa que fazemos muito em Portugal: tomar as coisas como garantidas. O Bayern naquela altura era visto como o grande candidato à conquista da Liga dos Campeões - e acabou por chegar à final. Era um jogo difícil, até pelo momento que o FC Porto atravessava. Também houve algum jogo de bastidores, o Guardiola na conferência de imprensa desvalorizou um pouco o FC Porto. Isso tudo empolgou”, recorda-nos aquele que também é um dos responsáveis por ter dado fama nacional ao Centro Comunitário da Gafanha do Carmo.

Ângelo Valente lembra-se de “um estádio cheio, com as pessoas a vibrarem muito”. “Estávamos muito confiantes. Aquela entrada em jogo… Estávamos com um espírito quase de missão impossível e depois tivemos um domínio avassalador. Também foi na altura da troika, foi muita analogia ali junta. Aquela ideia de que os alemães ganham sempre. Depois tinham o Neuer e o Müller, aquele típico gajo alemão que irrita muito”, explica.

“Quando o Jackson marcou o terceiro golo foi daqueles momentos em que te agarras à pessoa do lado sem a conheceres e a abraças. Foi muito bom. Ver o jogo ao vivo foi fantástico. O Quaresma marcou um golo mesmo ali à minha frente. E o árbitro foi amigo deles. Foi uma vitória inesquecível. Lembro-me que no final do jogo escrevi no Facebook que tinha visto ao vivo um dos maiores jogos do FC Porto na Europa”, confessa ao Bancada, Ângelo Valente.

Na segunda mão o FC Porto acabaria por ser eliminado, depois de uma derrota por 6-1, mas nada disso apagou da memória o brilharete no primeiro jogo no Dragão.

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