Visto da Bancada
Alfredo Herlein (nº 222)
2018-02-02 12:30:00
Uma vitória do Vélez Sarsfield sobre o Huracán ficou para sempre na memória do antigo defesa-central

Alfredo Herlein jogou em Portugal durante mais de dez temporadas, apesar de ser argentino. Representou clubes como o Académico de Viseu, o Amora FC, o União da Madeira ou o Estoril Praia entre 1978 e 1991, tem, ainda hoje, fortes ligações a Portugal. Contudo, o coração continua em Buenos Aires, cidade do Vélez Sarsfield, o clube do qual Alfredo é adepto desde sempre.

Em 2009, o Vélez recebeu o Huracán na última jornada do Clausura da Liga Argentina. O Huracán era líder com mais um ponto que o Vélez, pelo que a equipa de Alfredo Herlein precisava de vencer para se sagrar campeã. Por isso tudo, esse foi o jogo escolhido pelo antigo jogador quando confrontado pelo Bancada para revelar a partida presenciada ao vivo que mais lhe ficou na memória até hoje. "Acho que todos os adeptos do Vélez estavam no estádio. Foi muito bom", começou por dizer.

"O Vélez estava obrigado a ganhar o jogo, o empate e a derrota não serviam. Depois, há um penálti que o guarda-redes do Huracán defendeu, o golo do Vélez parece ter sido com falta do avançado, fazia muito frio e chovia muito, até com granizo. Foi muito emocionante porque, na semana anterior, tinha-se falado muito do jogo, havia uma rivalidade grande, com jogadores que já tinham jogado na outra equipa. Tudo isso contribuiu para que o jogo fosse precedido de muitos nervos e isso viu-se no campo de jogo. Acabou por ganhar o Vélez, a minha equipa, e fiquei com esse jogo na memória", referiu Alfredo.

O golo do Vélez foi apontado por Maxi Moralez, aos 83'. Para Herlein, isso só deu ainda mais emoção à partida. "O jogo teve muitos condimentos que fizeram o jogo mais emocionante ainda. O Vélez só marcou aos 80 e tal minutos, quando o empate não servia. Por isso tudo, foi muito bom", reforçou.