Revista de Imprensa
Caro Rui Vitória, terá mesmo sido assim tão digno?
2018-09-27 09:30:00
Boa entrevista do ex-Sporting.

As manchetes desta manhã têm três temas principais: palavras de Rui Vitória, entrevista de Rúben Ribeiro - já lá vamos - e destaque a Casillas. E vamos pegar no tema que, possivelmente, até teria menos interesse: Vitória. O técnico do Benfica fez a antevisão do jogo frente ao GD Chaves - a propósito, já viu as onze pistas para este jogo? - e aproveitou para dizer, repetidamente, que a cerimónia de despedida de Luisão foi digna. Repetimos o que já dissemos noutras núpcias: perdoe-nos, caro Rui, mas a cerimónia foi um momento que pareceu algo frio e parca para o homem em causa. Tudo feito num estádio gigante, mas sem adeptos. Um momento emotivo, mas sem o “sumo” de quem gritou pelo brasileiro, idolatrou este central, sentiu as dores do capitão e riu com o xerife. Tudo aquilo soube a pouco. Luisão, dizemos nós, merecia uma despedida em campo, com a Luz cheia. A clássica saída aos 85 minutos ou, porventura, uma entrada aos 85 minutos, caso Rui Vitória não quisesse mesmo ter o brasileiro em campo muito tempo. Não seria giro? Mais: Rui Vitória optou por fugir às questões sobre a possível insatisfação de Luisão - é compreensível que o tenha feito -, mas parece claro que, depois de ter ficado fora da comitiva que foi ao jogo com o PAOK (será que fez algum sentido abdicar do capitão e líder do grupo, para levar um jogador como Lema?), Luisão não gostou do papel que passou a ter. 

Sobre o Benfica, o jornal "A Bola" titula "líder à prova", o "Record" destaca a ausência de Salvio nos convocados e "O Jogo" coloca na manchete uma referência às palavras de Vitória.

Mas vamos à bola, que é disto que a gente gosta. Ontem, falámos de Luisão. Mais do que um perfil de carreira, fomos, sim, buscar histórias de quem partilhou o balneário com o "girafa". E há histórias bem giras. Por cá, na Opinião Bancada, o Manuel Fernandes Silva analisou o The Best - será que o é? -, enquanto o Gomes Ferreira ocupou o dia a falar dos problemas dos portugueses lá fora: Leonardo Jardim está mal e Mourinho não está melhor. Falámos ainda de um David Luiz que apareceu do nada e de um craque que quase vinha para Portugal.

Algumas notinhas para o futebol nacional. Primeiro, a manchete do jornal "Record", que dá destaque principal a Rúben Ribeiro. O jogador "pôs a boca no trombone", mas, dizemos nós, até deu uma boa entrevista. Sem ser corrosivo, deu a sua visão dos factos, sem deixar de apontar - com respeito e consideração - as culpas do Sporting. Boa entrevista, rapaz. 

Há ainda um destaque transversal a todas as manchetes, para Éder Militão. "A Bola" fala do Real Madrid e do FC Barcelona, enquanto o "Record" fala do Everton. Do que já se viu, o central brasileiro não ficará por cá muito tempo. Que qualidade! 

Já o Arouca ficou sem Miguel Leal. Na verdade, foi Miguel Leal quem ficou sem o Arouca.

Dois golos melhores do que o de Salah. Só numa noite

Há quem diga que o golo de Salah, que venceu o Puskás, não merecia tal distinção. Nós dizemo-lo, também. O mais curioso é que, na última noite - e só na última noite -, tivemos dois golos que, cá para nós, já são melhores do que o de Salah

Eder voltou a mostrar que só gosta de grandes momentos e fez um golo gigante. Tremendo. Hazard - talvez o jogador em melhor forma na Europa - talvez não tenha feito um como Eder, mas fez uma coisa também ela bem bonita.

Por falar em Hazard e na Taça da Liga Inglesa, façamos uma ronda... pelas rondas. Ontem, houve eliminação de Nuno Espírito Santo e restante armada portuguesa. Houve ainda destruição ao Real Madrid, por parte de André Silvaatropelo a Matheus Pereira, na Alemanha, um passeio do PSG, em França, e um Ronaldo que só não foi substituído porque queria mesmo marcar o golinho dele. Mas não marcou. Destaque para a lesão de Luisinho, que vai ficar fora uns quantos meses.

Já de madrugada, foi hora de "futjibóu". Corinthians e Cruzeiro carimbaram a presença na final da Taça do Brasil e Hernán Barcos, ex-Sporting, continua a ser um herói por aquelas bandas: são golos, golos e mais golos. Isto num jogo em que houve pancadaria da grossa, no final da partida. Tudo começado por Felipe Melo, claro está.

A terminar, dê um olhinho na nossa lista de hoje. Faz anos o rei Totti e, na ressaca do The Best, fizemos uma lista de onze craques que nunca ganharam a Bola de Ouro.

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