Prolongamento
Obrigação militar de Varandas suspensa por cargo político que não tem exercido
2019-11-15 14:40:00
Revista 'Visão' dá conta de que o presidente do Sporting goza de licença por ser político em Odivelas

Frederico Varandas é médico e militar, desempenhando atualmente a função de presidente do Sporting e membro político em Odivelas. Ora, de acordo com a 'Visão', o dirigente leonino goza de uma licença das obrigações com o Exército por causa do mandato que lhe está confiado na bancada parlamentar do PSD. No entanto, não tem aparecido e a licença das forças armadas que goza poderá ser revista.

Segundo se pode ler na 'Visão', nesta sexta-feira, em "seis anos foi a menos de metade das reuniões – e desde que anunciou ser candidato à liderança do clube de Alvalade não voltou a aparecer."

Após ser eleito, Varandas invocou o estatuto político para pedir dispensa das obrigações militares. "Cumpre-me informar que o capitão Frederico Nuno Faro Varandas encontra-se, administrativamente, em licença especial de eleições, conforme o art.º 3.º do decreto-lei n.º 279-A/2001, de 19 de outubro, desde outubro de 2013”, referiu, por e-mail, a major Elisabete Silva, citada pela 'Visão'.

Das 26 sessões (ordinárias ou extraordinárias) do mandato em curso e do anterior, Varandas marcou presença em 12 e justifica à referida revista a sua versão desta situação.

O atual presidente do Sporting diz que "não existiram 'sucessivas ausências'" e só não marcou presença nas sessões de trabalho em que foi "absolutamente impossível comparecer" e diz que ponderou suspender o mandato autárquico "por um infindável conjunto de razões que exigiriam uma resposta muito extensa".

Varandas sustenta: "Em grande medida, em razão da indisponibilidade de tempo, porque o dia não tem mais de 24 horas e porque a missão que decidi abraçar exige muito, mesmo muito, da minha pessoa".

Varandas lembra ainda que a dispensa pedida serve sobretudo para "acautelar a independência das Forças Armadas e suspende o vínculo com a instituição militar" e lembra ainda que podia estar a receber uma verba por parte do Ministério da Defesa que não solicitou.

"Nunca solicitei ao Ministério da Defesa (como poderia ter feito, mas não fiz) a manutenção da minha retribuição como capitão do Exército, a que muito provavelmente teria direito, mas que entendo não dever ter".

A investigação da 'Visão' nota que após anunciar que era candidato ao Sporting, eleição que acabaria por vencer, Varandas não mais esteve a excecer as suas funções de político para o qual foi eleito em Odivelas.

"A última vez em que ocupou o seu lugar foi a 24 de abril de 2018", avança a 'Visão'.