Prolongamento
GNR não encontrou mensagens enviadas pelos suspeitos para Bruno de Carvalho
2019-11-21 16:30:00
Ex-presidente do Sporting já tinha falado sobre a peritagem de telemóveis

José Monteiro, primeiro sargento da GNR, explicou em Tribunal, no âmbito do processo de invasão à academia do Sporting que não foram encontradas mensagens enviadas ou reencaminhadas pelos suspeitos para Bruno de Carvalho, que era à data presidente dos leões.

"Não está envolvido nas mensagens trocadas", disse o militar e quando questionado se lhe foi reencaminhada alguma disse "zero".

Segundo o jornal 'Observador', este elemento da autoridade referiu ainda na sala de audiências que as perícias aos telemóveis e grupos da rede 'WhatsApp' permitiram consolidar a prova que sustenta a acusação neste caso.

O militar explicou também que o Ministério Público entendeu criar uma equipa mista com elementos da GNR e da PSP para tentar apanhar os suspeitos que não foram detidos em flagrante delito, no dia 15 de maio de 2018.

O ex-líder do Sporting, Bruno de Carvalho, já tinha dado conta de que foi colocado neste processo "à martelada".

"Se sou suspeito de ser o mandante de um crime de terrorismo, quem é que acredita que um verdadeiro suspeito, afinal nunca foi alvo de uma ordem de perícia aos telemóveis? Não há nenhuma prova que me ligue a isto. Nunca fui suspeito. E não estou a ser irónico. Todos os restantes arguidos foram alvo de perícia em telemóveis e computadores. Não sei se as pessoas têm a noção desta barbárie. Fui metido à martelada neste processo", revelou Bruno de Carvalho, na passada sexta-feira no seu espaço de comentário na rádio 'Estádio'.