Prolongamento
A encruzilhada de Buffon. Pânico, lágrimas e uma carreira monstruosa
Redação Bancada
2019-01-09 09:50:00
Entre desistir e saber lidar com as fraquezas, o guardião optou pela segunda via. E 15 anos depois, conta-nos a história

Numa entrevista à Vanity Fair, Gianluigi Buffon contou em detalhe o momento mais delicado da sua carreira, curiosamente no momento mais desafiante dessa mesma carreira.

O italiano, que acabara de chegar à Juventus, sofreu ataques de pânico e depressão, ao ponto de pedir ao técnico de guarda-redes para o deixar de fora.  

“Um dia abordei o Ivano Bordon e pedi-lhe para colocar o Chimenti a aquecer e para o pôr a jogar. Eu não me sentia bem. Sofri um ataque de pânico e não tinha condições de jogar”, conta.

“Durante alguns meses, tudo deixou de fazer sentido para mim. Todos queriam saber do Buffon, mas ninguém se preocupava com o Gianluigi… Foi um momento muito difícil”, revela o guardião, que deixou Turim e representa, agora, o Paris Saint-Germain.

Buffon deparou-se com um dilema e teria de o enfrentar, sob pena de não superar o problema.

“Tive a capacidade de perceber que estava numa encruzilhada entre desistir ou lidar com uma fraqueza que todos temos. Nunca tive medo de mostrar as minhas emoções, de chorar. Não devemos ter vergonha de chorar”, aconselha.

O guarda-redes fez a escolha certa e livrou-se dessa encruzilhada. Soube lidar com a fraqueza e fez história.

É o lado oculto da carreira de um gigante, que deixa uma marca no futebol. No próximo dia 28, Buffon completa 40 anos.

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