Portugal
Vitória no clássico foi insuficiente para FC Porto renovar título de campeão
2019-05-18 21:10:00
Dragões terminaram a Liga dois pontos atrás do Benfica

O FC Porto recebeu e venceu hoje o Sporting por 2-1, mas isso não foi suficiente para revalidar o título de campeão português de futebol, reconquistado pelo Benfica, numa decisão apenas conhecida na última jornada da I Liga.

A rota do título passava pela Luz ou pelo Dragão, mas a decisão adiada para a 34.ª jornada estava, teoricamente, mais longe do campeão, em desvantagem no confronto direto e dependente de uma derrota caseira do Benfica, que não veio a acontecer, de nada valendo o triunfo diante do Sporting.

Os ‘leões', em inferioridade numérica desde os 20 minutos, por expulsão de Borja, adiantaram-se no marcador, por Luiz Phellype, aos 61, respondendo os portistas por Danilo, aos 78, e Herrera, aos 87, que fixou o resultado.

Com esta vitória, a 84.ª dos ‘azuis e brancos' frente aos ‘leões’ (têm 82), em 233 jogos em todas as competições, o FC Porto termina a temporada com 85 pontos e no segundo lugar, que ocupou desde a 24.ª jornada, a dois do Benfica e novo campeão português, que hoje venceu o Santa Clara por 4-1.

O Sporting, sem outro horizonte que não o terceiro lugar, fecha a época no último lugar do pódio, com 74 pontos, mas com tudo em aberto para o pleno nas taças, arriscando juntar a Taça de Portugal, no próximo sábado, à Taça da Liga, conquistada em janeiro, tendo nos dois casos como adversário o FC Porto.

Em função dessa final, Marcel Keiser anunciou poupanças no ‘onze' do Sporting e além de Ristovski e Coates, castigados, Wendel e Raphinha também ficaram de fora, substituídos por Bruno Gaspar e André Pinto, na defesa, Petrovic, no meio-campo, e Diaby, no ataque.

Sérgio Conceição não podia dar-se a esse luxo, perante a possibilidade, mínima que fosse, de o FC Porto revalidar o título nacional e, nesse sentido, devolveu Pepe ao eixo da defesa, derivando Militão para o lado direito, por troca direta com Wilson Manafá, incluindo também o capitão Herrera, após castigo, no meio-campo, em substituição de Óliver.

O ritmo inicial foi moderado e nunca acelerou numa primeira parte sem grandes lances de golo e com maior pendor ofensivo do FC Porto, mais acentuado a partir dos 20 minutos, altura em que o árbitro Fábio Veríssimo, com recurso ao videoárbitro, expulsou o lateral esquerdo Borja, a quem inicialmente mostrara amarelo, por agarrar Corona que seguia a caminho da área do Sporting, após mau passe de Bruno Gaspar.

O recuo de Acuña implicava uma menor liberdade para o ‘vagabundo' Bruno Fernandes, mas era pela direita que os portistas mais brechas encontravam, conseguindo explorar, com relativo à vontade, as costas dos médios.

Foi assim que, aos 26 minutos, Marega encontrou Soares na esquerda, faltando, depois, a emenda, de Corona, na pequena área, onde o maliano, na insistência, cabeceou torto e ao lado, desperdiçando o lance mais perigoso do primeiro tempo.

Marega, sempre mais em jogo entre os locais, ainda festejou o golo, aos 36, mas o lance seria anulado por posição irregular.

Conceição lançou Wilson Manafá e Brahimi no arranque da segunda parte, na vez de Pepe e do ‘apagado' Otávio, para capitalizar a superioridade numérica, mas o melhor que a equipa conseguiu foi ganhar vários pontapés de canto, tendo num deles, aos 59 minutos, Danilo ficado perto de inaugurar o marcador, iniciando um ‘duelo' particular com Renan.

O que o FC Porto não fez, o Sporting, sempre num registo mais retraído e reativo, viria a conseguir, dois minutos depois, aos 61, num lance de contra-ataque iniciado por Diaby no corredor central, no espaço de Herrera e Danilo, e que contou ainda com a intervenção de Acuña, na esquerda, a assistir Luiz Phellype para uma conclusão fácil do brasileiro na cara de Vaná.

O FC Porto reagiu à desvantagem e o que lhe faltou em discernimento sobrou em vontade, acabando por chegar merecidamente ao empate num canto, aos 78 minutos, por Danilo, de cabeça, que já enviara uma bola ao ‘ferro' da baliza ‘verde e branca’.

O domínio ‘azul e branco’ acentuou-se e a reviravolta esteve perto de acontecer aos 85 minutos, num lance com oportunidades claras de Marega, Herrera e Soares, antecipando o golo de Herrera, aos 87, num pontapé acrobático também após um canto, fixando o resultado final.

O jogo ficou ainda marcado por uma enorme confusão aos 90, iniciada numa bola dividida entre Acuña e Corona e que acabou por estender-se aos jogadores e restantes elementos das duas equipas, terminando com a expulsão de Corona, que, juntamente com Borja, vai falhar a final da Taça de Portugal.

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