Portugal
Um Beto à Patrício permitiu que Portugal terminasse invicto
2018-11-20 22:10:00
Seleção Nacional é a única equipa que não conheceu qualquer derrota no escalão principal da Liga das Nações

Depois de Rui Patrício em Itália, agora foi a vez de Beto ser rei e senhor em Guimarães. A Seleção Nacional empatou esta terça-feira a um golo diante da Polónia, mediante mais uma exibição pobre, e conseguiu manter o estatuto de única equipa sem qualquer derrota do escalão principal da Liga das Nações. E foi o guarda-redes do Goztepe, com uma exibição à Patrício, a evitar males maiores permitindo que Portugal mantivesse a boa onda nesta fase da nova competição da UEFA,

Sem os castigados Rúben Neves e Mário Rui e o lesionado Bernardo Silva (além de Cristiano Ronaldo, claro), Fernando Santos utilizou apenas três titulares em relação ao onze apresentado em Milão no empate a zero diante de Itália: Rúben Dias, William Carvalho e André Silva. Em Guimarães, o selecionador nacional apostou num 4x3x3 com Danilo como médio mais recuado, Renato Sanches na qualidade de interior direito e William Carvalho com idênticas funções no flanco oposto. Rafa Silva e Raphael Guerreiro alinharam como flanqueadores no apoio mais direto ao homem mais avançado, André Silva. Kevin Rodrigues foi novidade na lateral esquerda e Pepe recuperou o lugar no centro da defesa. Já a Polónia, sem o lesionado Lewandowski, surgiu disposta num 4x2x3x1 na tentativa de inverter um ciclo extremamente negativo. Piatek começou no banco de suplentes e Milik foi o ponta de lança de serviço com Zielinski, Grosicki e Frankowski nas suas costas.

Os primeiros 20 minutos de jogo decorreram de forma morna com um ligeiro ascendente de Portugal. De assinalar apenas duas ocasiões de golo; a primeira pertença de Renato Sanches e a segunda criada por Frankowski. A Seleção Nacional entrou então na melhor fase no jogo e acabou por chegar ao golo por obra e mérito de André Silva que, de forma irrepreensível, respondeu de cabeça, a um pontapé de canto marcado por Renato Sanches. A Polónia não deixou de dar luta ao conjunto português e bastaram três minutos para Beto ver Frankowski rematar, também de cabeça, à barra. E foi o veterano guarda-redes a evitar o empate mediante uma saída destemida na jogada seguinte.

Apesar de um jogo longe do brilhantismo, Portugal conseguiu segurar a vantagem até ao intervalo, revelando maior capacidade de controlar o desafio fruto da superior capacidade para segurar a bola. O início de segunda parte acentuou a tendência portuguesa para conservar a bola. A equipa nacional atacou mais pela certa e aos 53 minutos esteve perto de marcar, mas o cruzamento de André Silva não encontrou a necessária correspondência. Só que entre o minuto 63 e 66 muita coisa mudou. Danilo cometeu falta para penálti, que Milik, já depois de o árbitro ter mandado repetir o lance, transformou, igualando o desafio. E Portugal ficou reduzido a dez jogadores.

A Polónia tornou-se, então, mais incisiva e só um Beto inspirado evitou que Zielinski tenha colocado o conjunto forasteiro na frente do marcador. Em desvantagem numérica, Portugal perdeu critério e, pese embora as entradas de João Mário, Bruma e Éder, em detrimento de Raphael Guerreiro, Rafa e André Silva pouco ou nada conseguiu incomodar o último reduto polaco.

Este resultado permitiu a Portugal terminar a fase de grupos da Liga das Nações com oito pontos, correspondentes a duas vitórias e dois empates, uma vantagem de três pontos relativamente a Itália, o segundo classificado. Já a Polónia conquistou o segundo ponto terminando na última posição do grupo 3. O empate nacional resultou num enorme contratempo para a... Alemanha. A seleção germânica estava a torcer pela seleção portuguesa mas com esta igualdade não vai ser cabeça de série no sorteio relativo à fase de apuramento do Campeonato da Europa de 2020.

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