Portugal
Traição de Nadjack deitou por terra a ambição de José Gomes
2018-11-10 18:05:00
Expulsão do lateral direito aos 14 minutos condicionou a estratégia do treinador vilacondense

Um erro tremendo de Nadjack aos 14 minutos de jogo deitou por terra a estratégia de José Gomes e conduziu o Rio Ave à derrota, fora de portas, diante do Aves, por 2-1. O lateral direito não só originou o penálti que resultou na abertura do marcador, fruto de um lance imprudente, como acabou expulso comprometendo a ambiçao de uma das sensações da Liga portuguesa. Com esta derrota, o Rio Ave arrisca-se a deixar os lugares de acesso à Europa. Em contraponto, o Aves, com duas vitórias consecutivas, deixou os lugares de despromoção. 

Sem Vítor Gomes, José Mota apostou na colocação de Falcão ao lado de El Adoua na zona central do terreno, com Nildo Petroilina e Fariña nas alas. No ataque, surgiu a dupla formada por Amilton e Derley, em detrimento de Baldé. Já José Gomes apresentou a habitual estrutura de 4x2x3x1. Tarantini e João Schmidt formaram a dupla de médios mais defensivos, com Fábio Coentrão, Diego Lopes e Galeno à sua frente, no apoio direto ao homem mais avançado, Carlos Vinícius.

A atravessar o melhor momento da temporada, culminado com o triunfo da última jornada em Chaves, o Desportivo das Aves surgiu motivado em campo, dando a ideia de querer chegar rapidamente à vantagem. Logo aos dois minutos, Leo Jardim evitou um golo de canto direto e aos oito viu Nildo Petrolina rematar ao poste. Foi, assim, com certa naturalidade, "certa" pela tendência do jogo e não pelo lance que esteve na origem do golo, que o Desportivo das Aves se adiantou no marcador. Um corte despropositado de Nadjack sobre Nildo Petrolina, aos 14 minutos, não só originou o penálti, que Rodrigo converteu em golo, como deixou o Rio Ave reduzido a dez jogadores.

A equipa liderada por José Gomes adotou, no entanto, uma boa atitude perante o sucedido e continuou a disputar o jogo pelo jogo. Nunca deixou de atormentar o último reduto do adversário e só uma magnífica estirada de André Ferreira evitou o golo do empate à passagem da meia hora. Num estilo de parada a resposta, as duas equipas proporcionavam um agradável espectáculo e as oportunidades de golo sucediam-se. Já nos minutos de compensação, Leo Jardim evitou o segundo golo através de um excelente voo a remate de Fariña, mas no lance seguinte revelou-se impotente para evitar o desvio de Diego Galo, à boca da baliza. Estava feito o 2-0 e o Aves partia tranquilo para o intervalo.

Na segunda parte, pese embora o facto de estar reduzido a dez jogadores, o Rio Ave tentou fazer pela vida e relançar o jogo, mas o Aves não desarmou. Continuou a defender com rigor e a tentar criar desequilíbrios no último reduto do adversário, aproveitando o irrequiestismo de Nildo Petrolina, Amilton e Derley. José Gomes arriscou tudo à entrada para o último quarto de hora, fazendo sair Tarantini e lançando em campo Gabrielzinho. A aposta no tudo ou nada foi, de resto, acentuada aos 84 minutos quando o treinador dos vilacondenses retirou o lateral esquerdo Matheus Reis e colocou Bruno Moreira no relvado. E foi o ponta-de-lança a reacender a esperança ao reduzir a diferença no marcador no primeiro minuto de compensação. O Rio Ave ainda tentou um último "forcing" mas coube a Amilton desperdiçar a grande oportunidade do segundo tempo permitindo mais uma bela defesa a Leo Jardim.

O Desportivo das Aves somou assim a quinta vitória nos últimos sete jogos naquela que é a melhor fase da temporada, ao passo que o Rio Ave, depois do empate registado am casa frente ao Nacional a três golos, com a equipa madeirense a marcar nos derradeiros minutos, voltou a registar um resultado negativo, perdendo cinco dos últimos seis pontos. Arrisca-se, desta forma, a ser ultrapassado pelo Benfica este domingo.

 

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