Portugal
Toni recorda 6-3 do Benfica em Alvalade mas prefere o título nacional
2019-05-12 13:55:00
"Para a história dos clubes ficam os campeonatos", defende o antigo treinador das águias

O 6-3 imposto pelo Benfica ao Sporting em 1994 faz com que este seja um dos “dérbis da história” e motivo de picardias, mas, para Toni, é mais importante conquistar o título de campeão de futebol.

A noite chuvosa de 14 de maio de 1994 ainda hoje é lembrada, enaltecida, contada repetidas vezes, em conversas de benfiquistas, ao que os rivais respondem com o peso dos 7-1 em 1986, em que os ‘leões’ afundaram o rival, também no Estádio José Alvalade.

Em ambos os casos, o Benfica terminou campeão, com João Vieira Pinto herói de um lado, e Manuel Fernandes do outro, mas o treinador vencedor dos ‘6-3’ admite que, acima disso, estão os campeonatos que se conquistam e que não os trocaria por qualquer goleada num dérbi ou clássico.

“Para mim troco cinco, seis ou sete por ser campeão. Perdes 5-0 ou 6-0 ou 10-0 e és campeão, perdes 10-0 e que sejas campeão. Para a história dos clubes ficam os campeonatos, para a história dos clubes e até dos próprios jogadores”, considerou Toni, em entrevista à Lusa.

Para o ex-jogador e treinador do Benfica, é importante reconhecer que o 7-1 de 1986, em que os ‘leões’ golearam o Benfica será sempre “um marco histórico”, pelo peso que teve, mas que não hesitaria se tivesse que optar em ser campeão.

“Para o Manuel Fernandes, que marcou tantos golos, e é um dos símbolos maiores do Sporting, não se contabilizam os campeonatos, contabiliza-se que foi o herói daquele jogo [quatro golos], como o João Pinto foi o herói dos 6-3”, justificou Toni.

Em ambos os casos, o Benfica conquistou o título nacional, mas os resultados nesses dois dérbis levaram Toni a revelar o entusiasmo que os mesmos provocaram no seu filho e no de Manuel Fernandes.

“O Manuel Fernandes ficou ligado a um resultado que marca também a histórias dos dérbis, que é os 7-1. O filho do Manuel [Fernandes], o Tiago, é mais ou menos da idade do meu, e naquela altura eram VHS, as cassetes. Quer o filho do Manuel Fernandes, como o meu, de tanto terem visto os vídeos, estes gastaram-se”, contou.

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