Portugal
Ex-vice critica "leva-e-traz qual coscuvilheira" de Varandas com Jesus e Jardim
2020-03-24 11:00:00
Ex-vice-presidente diz que contratação de Rúben Amorim é "estapafúrdia"

Carlos Vieira, antigo vice-presidente do Sporting, não se conforma com a contratação de Rúben Amorim para o Sporting e deixa críticas a Frederico Varandas, dizendo que este "se rodeia de colaboradores de baixo perfil".

"Nunca teria capacidade de gerir um relacionamento com um Jorge Jesus ou com um Leonardo Jardim (já que ele próprio os observou in loco e foi, quanto a mim, fator de desestabilização, com um permanente leva-e-traz, qual coscuvilheira).

"Vou ser direto. A contratação de Rúben Amorim é das decisões mais estapafúrdias que vi uma Direção de um Clube de futebol fazer", realça Carlos Vieira.

Em declarações no blogue 'Leonino', o ex-administrador verde e branco destaca que usa a expressão "estapafúrdia para não virem depois os arautos do purismo linguístico dizer que estão ofendidos com outra expressão mais adequada".

Carlos Vieira nota que o Sporting já teve "treinadores de mais que ao fim de uns tempos acabam como comentadores televisivos ou quejandos".

E perante os poucos meses que Rúben Amorim tem como treinador de equipa principal no principal escalão do futebol nacional, o ex-dirigente verde e branco nota que se trata de uma aposta de risco, destacando que "o Sporting não pode ser um cemitério de treinadores". 

Carlos Vieira critica o facto de o Sporting retirar 10 milhões de euros ao orçamento para a nova época a fim de pagar ao SC Braga dado que, numa só operação, reforça um concorrente com igual verba para potenciar a época desportiva 2020/21.

Na apresentação de Rúben Amorim como novo treinador do Sporting, Frederico Varandas garantiu que a contratação do técnico "não altera um cêntimo, muda sim a alocação dessas verbas".