Portugal
Sporting ‘finta’ crise com vitória feliz na Vila das Aves
Mauro
2019-09-30 22:30:00
Silas estreou-se com um triunfo à frente dos 'leões'

O Sporting venceu hoje no reduto do Desportivo das Aves por 1-0, interrompendo uma série de três derrotas consecutivas, na estreia de Silas como técnico dos ‘leões', em jogo da sétima jornada da I Liga de futebol.

O encontro que encerrou a jornada opôs duas equipas em crise, ambas sem vencer há mais de um mês e com um histórico recente de derrotas (quatro consecutivas no caso dos avenses), mas no fim acabou por ganhar quem foi mais eficaz, graças a um golo do inevitável Bruno Fernandes, apesar da exibição menos conseguida, na cobrança de uma grande penalidade, aos 83 minutos.

Com este triunfo, num domínio absoluto dos ‘leões’ ao fim de sete jogos em casa do emblema do concelho de Santo Tirso, seis deles para o principal campeonato, o Sporting ascendeu ao quinto lugar, com os mesmos 11 pontos do Boavista (sexto classificado) e Santa Clara (sétimo), a oito do surpreendente líder Famalicão e a sete dos rivais Benfica e FC Porto.

O Desportivo das Aves, por sua vez, mantém o 18.º e último lugar, com três pontos, graças a uma única vitória (3-1 sobre o Marítimo, na segunda ronda), num registo mais recente de cinco derrotas seguidas na I Liga.

O Sporting, como se esperava, assumiu cedo a iniciativa, apostando numa posse segura, com variações de flanco constantes para criar desequilíbrios, mas a circulação de bola era feita num ritmo baixo, o que facilitava a organização defensiva do Aves, que juntava duas linhas próximas da sua área, retirando espaço aos ‘leões’.

A resposta dos avenses chegou de bola parada, aos quatro minutos, num canto que o lateral Rosier desviou para o ‘ferro’ da sua baliza, com Rúben Oliveira a ganhar o ressalto na entrada da área do Sporting, mas a falhar a baliza, em posição frontal.

Nesse lance sentiu-se algum desconforto da defesa do Sporting, mas os avenses, com Matos Milos no lugar do lesionado Simunec como principal novidade no ‘onze', raramente provocaram essa desconfiança, evitando expor-se em demasia para manter equilíbrios.

O pontapé na monotonia chegou pelos pés de Eduardo, aposta de Silas para um ‘onze’ que juntou Jesé e Bolasie no ataque e onde não couberam Acuña e Wendel, até aqui titulares, com dois remates de fora da área: no primeiro, aos 26 minutos, acertou na barra da baliza de Bernardeau, que, aos 42, teve de se aplicar para não ser batido.

O intervalo deu confiança ao Aves e o recomeço do jogo foi uma réplica da primeira parte, com os locais a ameaçarem o golo em dois momentos: Enzo, aos 48 minutos, descobriu Welinton na esquerda, mas o remate do brasileiro acabou desviado por Coates para canto, do qual resultou uma nova aproximação perigosa à baliza de Renan.

O Aves entusiasmou-se e, por alguns minutos, dividiu a posse de bola, conseguindo mesmo jogar no meio campo adversário, mas com isso abriu espaços que o Sporting, assim que recuperasse a bola, podia potenciar. E por duas vezes, aos 56 e 50 minutos, respetivamente, Bolasie ficou perto de inaugurar o marcador, retraindo os locais, para quem o empate seria sempre um mal menor.

Apesar de recuperar o domínio, continuava a faltar ao jogo do Sporting velocidade, movimentos de rotura e lampejos de criatividade das suas melhores unidades, obrigando Silas a ir ao banco e a recorrer a Luiz Phellype, Wendel e Acuña, na esperança de espevitar um jogo que se ia arrastando de forma monótona.

E seria mesmo de uma assistência do argentino Acuña que nasceria o único golo do encontro, aos 83 minutos, ao servir, de cabeça, Bolasie, que acabaria carregado na área do Aves pelo guarda-redes Bernardeau. Bruno Fernandes converteu o penálti, oferecendo uma vantagem aos ‘leões' que Rúben Oliveira, um minuto depois, tentou anular, mas sem sucesso.