Portugal
"Jogo da Supertaça, com o Benfica, o Benfica todo-poderoso, foi o momento-chave"
2020-04-03 18:55:00
André Villas-Boas recorda época marcada pelo título conquistado no Estádio da Luz, em noite de... apagão e rega

O FC Porto assinalou, nesta sexta-feira, o triunfo no reino da águia, que valeu o título aos dragões, em 2011, jogo marcado pela conquista do campeonato e pelo ‘apagão’ no Estádio da Luz, com os sistemas de rega do relvado a serem ligados.

A equipa então treinada por André Villas-Boas venceu por 2-1, com golos de Guarín e Hulk. Para os encarnados, então treinados por Jorge Jesus, marcou o argentino Javier Saviola.

Hoje, na rubrica 'Porto em Casa', o clube da Invicta viajou no tempo, com uma tertúlia em direto, nas redes sociais, que contou com as presenças de Fucile e Fernando e com a 'visita' especial do técnico André Villas-Boas.

“Parece que foi há pouco tempo, apesar de ter sido há nove anos. São momentos especiais, muito emocionantes. Ser campeão nacional pelo clube do coração é o momento alto da minha carreira”, afirmou Villas-Boas, que juntou as "boas memórias" ao segredo daquele sucesso, que surgiu após uma pré-época não tão convincente.

“Que saudades... Tínhamos muita mística, mas também grande vontade de vencer. O jogo da Supertaça, com o Benfica, o Benfica todo-poderoso, foi o momento-chave. Transformou tudo e todos. Mais crença no processo, mais animação... Não foi só a vitória, mas a exibição. Era uma equipa muito unida", realça.

De todas as memórias, uma das mais marcantes foi o abraço em modo de prisão, que Villas-Boas não esquece: "Lembro-me do abraço do Puga. Foi tão apertado que fiquei sem ar... Eu tinha vontade de ir correr para os adeptos, para os Super Dragões e para os jogadores. Mas aquele abraço foi uma ‘prisão’... Um momento tocante para mim. O poder daquele abraço e o significado daquela conquista. Além do que representou a vitória na Luz, ser campeão, foi o Benfica não ter sido campeão no Dragão no ano anterior. No ano seguinte, juntar-se essa oportunidade, foi especial. Foi o evitar e, depois, o conseguir".

O técnico lembra que o espírito de conquista esteve sempre presente, o que permitiu um feito: um título sem qualquer derrota no pecúlio.

“O que nos uniu naquele ano foi a frontalidade. Foi a verdade, as coisas eram sempre ditas. Nas zangas, entre eles, não havia hipocrisia nem jogos de bastidores. A malta, quando se sentia com raiva, expressava-se e exprimia os seus problemas. Nunca nos desligámos da vontade de terminar o campeonato invencíveis... Foram momentos especiais”, realçou.

O FC Porto conseguiu essa meta, alcançando 27 vitórias e três empates, feito conseguido pela primeira vez pelos dragões, ao qual se seguiu novo título sem derrotas, com Vítor Pereira.