Portugal
Sem treinadores e sem VAR, mas com bom futebol
2018-10-06 23:50:00
O SC Braga e o Rio Ave empataram a um golo na sétima jornada da Liga

Encontraram-se no Estádio Municipal de Braga duas das melhores equipas do campeonato e nenhuma delas era FC Porto, Benfica ou Sporting. SC Braga e Rio Ave deram um espetáculo agradável dentro das quatro linhas e igualaram-se em vários fatores, com o resultado final a ser a prova do crime. E os últimos minutos ainda ofereceram mais motivos de conversa, dado que nenhum dos treinadores principais acabou o jogo sem ser expulso e que um erro do árbitro e outro do VAR fizeram com que o Rio Ave não tivesse uma oportunidade clara e óbvia de chegar ao golo da vitória.

Ao contrário do que, talvez, muitos esperavam, o SC Braga não exerceu um domínio que encostasse o Rio Ave às cordas e que, eventualmente, resultaria em golo(s). Os minhotos mostraram alguma dessa superioridade em alguns períodos do jogo, sim, mas nunca deram continuidade, o que permitiu ao Rio Ave estar sempre dentro da partida e nunca deixar a defesa arsenalista tranquila. Os primeiros minutos foram um bom exemplo da réplica que os vilacondenses deram, com o SC Braga a não conseguir criar com sucesso perto da baliza de Leo Jardim. O perigo que se via na área do Rio Ave tinha como principais culpados os defesas do que os avançados adversários e resultava de erros individuais.

Ainda assim, e num período em que o Rio Ave estava melhor e ia rematando e ganhando espaço no ataque, o SC Braga chegou ao 1-0. Claudemir colocou Ricardo Horta em excelente posição e este último, de primeira e com grande categoria, colocou a bola no fundo das redes e levantou a Pedreira. Um golo destes, na altura em que foi, levantou um pensamento: o mais provável era que o SC Braga, a partir daí, passasse a dominar a partida com naturalidade. Mas não foi nada disso que aconteceu.

O Rio Ave respondeu da melhor forma possível ao 1-0 e precisou de pouco mais de cinco minutos para reestabelecer o empate. Fábio Coentrão avançou no terreno, serviu Gelson Dala na perfeição e o angolano não vacilou na cara de Tiago Sá, que viu a bola passar-lhe por entre as pernas. Foi o quarto golo de Dala, que entrou para o lugar de Carlos Vinícius (que perdeu a mãe), em 2018/19. Até ao intervalo, destaque para um erro de João Schmidt que, por pouco, não deu o golo ao SC Braga.

A entrada da segunda parte mostrou que os minutos no balneário fizeram muito melhor ao Rio Ave do que ao SC Braga. Os visitantes entraram bem, com bola, e ganharam váios cantos de seguida. Numa das poucas vezes em que os guerreiros subiram à área do Rio Ave neste período, Galeno conduziu um contra-ataque mortífero que só não deu golo porque Tiago Sá esteve em grande na defesa à tentativa de Gelson Dala.

O jogo prosseguiu com investidas mais ou menos tímidas de lado a lado até aos 67', minuto que marcou o início da melhor fase do SC Braga em todo o jogo. De cabeça, Wilson Eduardo obrigou Leo Jardim à melhor defesa do encontro e motivou a sua equipa. Logo a seguir, João Novais esteve muito perto do 2-1 através de um remate de longe e no lance posterior foram Wilson Eduardo e Ricardo Esgaio a não passarem pela muralha do Rio Ave, que teve de sofrer e aguentar o empate durante alguns minutos. Foram poucos, porque Abel fez duas substituições (tirou João Novais e Dyego Sousa para colocar Eduardo e Paulinho) que nada acrescentaram e o ímpeto bracarense foi-se esfumando.

As duas equipas tentaram tudo até ao apito final para conseguirem o golo da vitória, mas os maiores destaques foram outros. Abel foi expulso aos 90+1' por protestos, o mesmo aconteceu a José Gomes alguns minutos mais tarde e os dois emblemas viram-se privados dos principais treinadores nos últimos instantes do jogo. Para piorar, Tiago Martins não viu um penálti claro de Bruno Viana sobre Galeno no último minuto e o VAR Bruno Paixão, com acesso a várias repetições em várias câmaras, concordou com a decisão do colega, impedindo o Rio Ave de ter uma grande oportunidade de chegar ao 2-1 e, assim, atingir o primeiro lugar da tabela classificativa. O empate acaba por ser, ainda assim, o resultado mais justo num desafio com duas equipas de grande qualidade.

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