Portugal
"Árbitros têm afinidade por clubes? É óbvio", reconhece Capela
2019-07-11 15:20:00
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João Capela encerrou a carreira de árbitro profissional de futebol e admite, entre outras coisas, que, "infelizmente", ele e a família chegaram a ser ameaçados. Mas encontrou sempre solução. 

"É uma coisa que acontece a muitos colegas nossos, mais até à nossa família mas que temos de aprender a viver com isso. A solução é, como fiz algumas vezes, mudar de número de telefone, de e-mail e começar a viver", explicou Capela, em entrevista à 'TSF'.

Negando que alguma vez tenha sido subornado, Capela salienta que a carreira de árbitro "dá para viver bem" quando se chega à primeira categoria (árbitros da Liga portuguesa e da II Liga).

"O problema é que para se chegar a este estatuto são precisos no mínimo 15 anos de carreira, onde começamos a ganhar cinco euros por jogo. É uma progressão, não é imediato, não se consegue viver logo da arbitragem", revela o antigo árbitro.

Capela explica ainda que apitar um jogo da Liga portuguesa rende 1200 euros, enquanto que na II Liga o juiz recebe 900 euros, variando conforme a categoria (se é ou não árbitro internacional com as insígnias da FIFA).

À 'TSF', o ex-árbitro de futebol confessou ainda que os árbitros perdem a afinidade clubística ao longo da carreira. 

"Temos sempre de ter equilíbrio. A vertente adepto vai começando a desaparecer", sustentou, justificando que "toda a gente que gosta de futebol nasce com alguma afinidade a um clube, é óbvio".

"Ninguém pode dizer que o árbitro não pode ter clube. À medida que vamos progredindo na carreira a afinidade clubística desaparece, não tenho dúvidas nenhumas disso", reiterou.

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