Portugal
Rápido, forte e intenso, eis o primeiro esboço do Paços de Petit
Gomes Ferreira
2017-10-29 20:45:00
Pacenses derrotaram o Estoril com um autogolo de Abner mas já mostraram as novas ideias do técnico

Petit estreou-se no banco do FC Paços de Ferreira com uma vitória frente ao Estoril-Praia, que também estreou um novo técnico, por 1-0, e não podia desejar melhor a maneira como a conseguiu. Aos cinco minutos, a equipa pacense já estava a vencer com um autogolo de Abner e aos 14', Filipe Pedro, técnico estorilista, viu-se obrigado a mexer no onze por força da lesão do defesa central Pedro Monteiro. Os pacenses sentiram-se como peixe na água em toda a primeira parte com uma estratégia de contragolpe a surtir efeito, explorando a velocidade de Mabil, um extremo australiano que foi uma autêntica fera nos primeiros quarenta e cinco minutos, mas também de Xavier e Welthon. O futebol do Paços era simples: vertical, intenso e exploração das alas para constantes cruzamentos para a área de Moreira onde Welthon 'cheirava' o golo.

O Estoril tentou reerguer-se do soco que levou nos instantes iniciais da partida e se é verdade que até acabou a primeira parte com mais posse de bola também é verdade que não conseguiu criar grandes oportunidades de golo. Apenas Victor Andrade tentou a espaços crirar desequilíbrios, mas foi pouco. Pelo contrário, o Paços em contragolpe foi um perigo. Um tipo de jogo em contraciclo ao do anterior treinador Vasco Seabra que privilegiava mais a posse e circulação da bola.

Mas mesmo em desvantagem, a reação do Estoril foi digna. A equipa jogou ainda com as ideias de Pedro Emanuel. Posse de bola, jogo apoiado. Só que o Paços esteve sempre confortável sem bola e isso, sobretudo na primeira parte, foi muito evidente, sempre pronto a sair para o contra-ataque, com a velocidade do trio Xavier, Welthon e, sobretudo, Mabil. E até podia ter chegado ao intervalo a vencer por mais.

Na segunda parte houve um Paços diferente, mais retraído, e com pouca gente a envolver-se no ataque. Aquele futebol rápido e acutilante dos primeiros quarenta e cinco minutos esfumou-se e deu origem a um jogo mais quezilento, de duelos individuais. O Estoril tomou conta dos acontecimentos, conseguiu chegar mais vezes à baliza mas sem conseguir criar grandes ocasiões de golo, a não ser em lances de bola parada.

O Paços aguentou a reação do Estoril e mesmo recorrendo às paragens de jogo e a um jogo mais físico conseguiu ficar com os três pontos naquela que foi a primeira vitória de Petit, que trouxe ideias novas, goste-se ou não. Quanto ao Estoril, saiu da Mata Real com mais uma derrota, a oitava no campeonato, e ainda com as ideias do anterior técnico.

Sê o primeiro a comentar: