Portugal
Quando a fé de um homem move montanhas
António José Oliveira
2018-04-15 18:50:00
Moreirense conquistou precioso ponto na luta pela continuidade ao empatar com o Marítimo a um golo, na Madeira

A fé, a crença de Petit não caíram em saco-roto e o Moreirense conquistou este domingo um importante ponto ao empatar a um golo na Madeira, garantindo uma vantagem de três pontos relativamente ao Estoril, a primeira equipa abaixo da linha de despromoção fruto de uma exibição consistente, bem conseguida, perante um Marítimo a lutar pelo sonho de um lugar europeu. O treinador nortenho soube contagiar os seus jogadores que tiveram uma atitude muito positiva ao longo de 90 minutos durante os quais conseguiram discutir quase sempre o desafio palmo a palmo,

A equipa liderada por Daniel Ramos surgiu disposta no habitual 4x4x2, com uma única alteração (o jovem Nanú em estreia absoluta no habitual lugar de Bebeto no lado direito da defesa), mantendo, assim, o técnico dos insulares a aposta num onze que lhe tem dado bons frutos nas derradeiras quatro jornadas, somando três triunfos e um empate, precisamente na última ronda, fora de portas, diante do Estoril Praia. Já o Moreirense apareceu no Funchal assente numa estrutura de 4x2x3x1, com uma novidade de última hora: Belkeroui lesionou-se e forçou ao recuo de Alfa Semedo para a zona central da defesa, fazendo parceria com Iago Santos. Arsénio, Tozé e Bilel formaram um trio no meio-campo no apoio direto a Ronaldo Peña, o homem mais avançado no terreno.

Pese embora o facto de estar a lutar arduamente pela continuidade no escalão maior do futebol português, o conjunto liderado por Petit, não entrou nos Barreiros com particulares cautelas. Antes pelo contrário. Disputou o jogo pelo jogo e equiparou-se ao Marítimo durante os primeiros 45 minutos, muito disputados, mas com um futebol sofrível, parco em ocasiões de golo. Parco é favor, pois houve uma única verdadeira oportunidade para inaugurar o marcador e surgiu já nos derradeiros minutos com Jhonatan em grande plano, a evitar o golo a remate à queima de Rodrigo Pinho.

O jogo chegou igualado a zero no final do primeiro tempo e dificilmente poderia ser diferente. Correa não conseguiu criar os habituais desequilíbrios, Joel esteve apagado e só por uma vez alvejou a baliza adversária, ainda assim, sem qualquer perigo. Mérito do Moreirense que soube sempre preencher os eapços da melhor forma.

No início da segunda parte a toada não foi diferente. Todavia, com o passar do tempo o Marítimo, ainda a sonhar com a conquista de um lugar europeu, começou a tentar pressionar mais o adversário. Rodrigo Pinho rematou à barra, mas o Moreirense não abanou, manteve a consistente estrutura que vinha evidenciando, e até acabou por inaugurar o marcador. Tozé aproveitou da melhor forma um ressalto de bola em Jean Cléber e na cara de Amir atirou a contar, no primeiro remate do Moreirense direcionado à baliza maritimista.

Com uma vantagem preciosa, os forasteiros baixaram, então, um pouco mais as linhas, mas sem excessivas preocupações defensivas, e o Marítimo assumiu em definitivo as rédeas do jogo. No entanto, só conseguiu chegar ao golo, num lance extremamente infeliz de Iago Santos, já depois de Jhonatan ter feito uma excelente defesa a remate de Nanú, jovem lateral direito em grande estreia nos insulares. De resto, esteve diretamente ligado ao lance do empate. O jovem de 23 anos rematou forte com a bola a bater na cabeça de Iago, que havia ficado atrasado em relação à restante defesa, e a sobrar para Joel, que não perdoou. O avançado camaronês marcou pela quinta jornada consecutiva e igualou o desafio devolvendo esperança a Daniel Ramos no sentido de ainda chegar à vitória. O técnico dos madeirenses apostou tudo: fez sair um central (Pablo Santos), entrando Erdem Sen e nos derradeiros minutos lançou Everton em detrimento de Correa. O Moreirense mostrou, no entanto, enorme consistência nesta fase e não consentiu qualquer veleidade ao Marítimo, num jogo em que Vítor Ferreira efetuou uma arbitragem segura, sem problemas de maior.

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