Portugal
PSP desmente e repudia acusações de Francisco J. Marques sobre atraso de adeptos
2017-12-20 13:30:00
Em causa está um email divulgado pelo diretor de comunicação do FC Porto sobre o clássico da Luz, em 2009

A PSP emitiu esta quarta-feira um comunicado a negar e a repudiar as acusações de Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, na sequência deste ter colocado a Polícia de Segurança Pública ao barulho no caso dos emails. Francisco J. Marques revelou na terça-feira uma troca de correspondência que indicaria um atraso provocado propositadamente na entrada dos adeptos do FC Porto no Estádio da Luz, no clássico de 2009.

“Doutor, como falado previamente, havia uma estratégia montada para atrasar a entrada dos adeptos do FC Porto. Estratégia, essa, que inclui a PSP, dado que foi instalada uma segunda linha de revista aos adeptos pelos spotters da PSP”, leu Francisco J. Marques, na noite de terça-feira, num programa do Porto Canal.

A resposta da PSP surgiu esta quarta-feira, com a entidade a explicar que a segunda linha de revista é “prática corrente há já vários anos, sendo acionada em alguns jogos considerados de alto risco”. A PSP negou ainda “qualquer atitude, ação ou mera intenção de beneficiar ou causar prejuízo a qualquer clube”.

Comunicado:

A Polícia de Segurança Pública vem publicamente desmentir e repudiar o teor das acusações lançadas por responsável do Futebol Clube do Porto.

Não há nem nunca houve qualquer atitude, ação ou mera intenção por parte da PSP de beneficiar ou causar prejuízo a qualquer clube e aos seus adeptos.

A Polícia de Segurança Pública pauta a sua ação pelo estrito cumprimento de princípios de legalidade e proporcionalidade, sendo que qualquer opção de policiamento decorre da avaliação das necessidades operacionais, tendo em conta o risco percecionado, a sua análise, as dinâmicas dos adeptos, as informações recolhidas e o histórico de conflitualidade, entre outros, sempre numa perspetiva de policiamento integral, adaptado à realidade em concreto.

Embora não divulguemos publicamente detalhes operacionais, importa esclarecer que a adoção de segundas linhas de revista com agentes policiais é prática corrente há já vários anos, sendo acionada em alguns jogos considerados de risco elevado, quer sejam do campeonato nacional , quer sejam das competições UEFA, de acordo com os critérios anteriormente mencionados.

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