Portugal
Poder de fogo do FC Porto alimentado por Otávio
Gomes Ferreira
2018-02-11 18:55:00
Soares voltou a ser decisivo, com um bis, mas foi Otávio quem mexeu com os cordelinhos da partida

O FC Porto retomou a liderança do campeonato com um triunfo folgado no terreno do GD Chaves, num bom jogo de futebol e em que o poder de fogo dos dragões veio mais uma vez ao de cima. O 'habitat' natural deste FC Porto é no último terço e hoje perante um adversário que cometeu a ousadia de querer jogar cara a cara, os dragões sentiram-se à vontade, sendo uma equipa vertical e objetiva construindo uma vitória gorda, que até poderia ter sido mais dilatada. Em véspera da receção ao Liverpool FC para a Liga dos Campeões, a equipa de Sérgio Conceição respira saúde e confiança, mas não vai encontrar as mesmas facilidades que encontrou este domingo. Soares voltou a ser decisivo.O avançado brasileiro recuperou a confiança e marcou cedo, aos 16 minutos, dando a tranquilidade ao FC Porto com um segundo golo de belo efeito. Marega e Sérgio Oliveira fecharam o resultado. Destaque ainda para Otávio, o principal alimentador do poder de fogo dos dragões. O brasileiro, que substituiu Brahimi, foi a solução mais capaz da equipa para criar desequilíbrios, sobretudo quando fazia as diagonais da equerda para o centro. Está no primeiro golo ao recuperar a bola e a lançar o ataque, e no terceiro ao servir Marega para o 3-0.

Sem Marcano, Danilo, Brahimi e Aboubakar, a estrutura do jogo do FC Porto não se ressentiu. Sérgio Conceição lançou Maxi Pereira em vez de Ricardo e Otávio, que numa primeira fase jogou na zona central (em 4x3x3, com Marega encostado à direita do ataque), passando depois para o lado esquerdo do meio-campo (4x4x2), com Marega e Soares juntos na frente e Herrera e Sérgio Oliveira a comandarem as operações a meio-campo. Herrera, um pouco atrás, e Sérgio Oliveira a surgir em várias ações de apoio ao ataque, pela zona central. O último golo do FC Porto é disso exemplo. Esta mudança tática acabou por ser a chave do jogo ao soltar a equipa portista para transições ofensivas de muito perigo. Depois veio a eficácia a que o FC Porto tem habituado.

O GD Chaves entrou sem receio, querendo jogar de peito aberto. Foi bom para o espetáculo, mas teve custos. A equipa flaviense apostou muito na profundidade, através da velocidade, e magia, de Matheus Pereira, e Davidson, mas sobretudo pelas ações do jogador emprestado pelo Sporting (José Sá, aos 22 minutos, teve de aplicar-se para travar o remate do brasileiro). A equipa de Luís Castro acabou, no entanto, por quebrar depois do 2-0 e nunca mais conseguiu reentrar na partida com os argumentos com que veio para ela. O FC Porto, que ainda por cima chegou ao 3-0, aos 57 minutos, por intermédio de Marega, geriu a vantagem, já a pensar no jogo da Liga dos Campeões com o Liverpool FC. As próprias substituições operadas por Sérgio Conceição são disso exemplo, ao retirar Marega, Otávio e Corona, até aos 75 minutos, para as entradas de Waris, Oliver e Ricardo Pereira. Mas mesmo assim, o FC Porto sempre que chegava à área flaviense acendia o fósforo e por mais duas vezes pegou mesmo fogo, leia-se marcou mais dois golos.

O GD Chaves veio para a segunda parte com a intenção de ainda discutir o resultado, mas o golo de Marega, até então algo apagado, acabou com todas as dúvidas, se é que ainda existiam. Com a dupla Herrera e Sérgio Conceição a darem qualidade de passe nas ações ofensivas, sobretudo o português (fez uma assitência perfeita para o primeiro golo de Soares, e marcou um grande golo), e Otávio a semear boas ideias, o FC Porto dominou por completo o jogo. A partida ganhou contornos de goleada e podia ter sido mesmo mais pesada para os transmontanos. Soares e Waris tiveram remates aos ferros. O jogo caminhou para o fim em ritmo baixo, mas ainda houve tempo para o 4-0, num grande golo de Sérgio Oliveira, fechando assim uma vitória tranquila de uma equipa que mesmo sem quatro unidades de peso não se ressentiu. Alguém se lembrou de Aboubakar?

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