Portugal
Os 23 de Manuel Fernandes Silva
Manuel Fernandes Silva
2018-05-13 18:30:00
Na rubrica 'Os meus 23', os jornalistas e colunistas do Bancada colocam-se no papel do selecionador nacional.

Os meus 23 
Guarda-redes: Anthony Lopes, Beto e Rui Patrício.
Defesas-centrais: Bruno Alves, Pepe, Rolando e Rúben Dias.
Defesas laterais: Cédric Soares, Mário Rui, Raphaël Guerreiro e Ricardo Pereira.
Médios: Adrien Silva, Bruno Fernandes, João Mário, João Moutinho, Rúben Neves e William Carvalho.
Avançados: André Silva, Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo, Gelson Martins, Gonçalo Guedes e Ricardo Quaresma.

Lá atrás, o consenso é quase total. Rui Patrício é uma espécie de Marcelo Rebelo de Sousa das balizas. O guarda-redes do Sporting foi eleito o melhor do Campeonato da Europa, é titular da equipa nacional há quase oito anos e faz uma sombra praticamente inultrapassável a toda a concorrência.

O número dois das balizas é Anthony Lopes, um guardião que nasceu em França e que soma várias épocas de sucesso no Lyon. Vai avançar para a segunda fase final da carreira e é uma garantia de qualidade, caso surja algum tipo de impedimento do guarda-redes titular. Só não é o crónico dono do lugar por causa de um gigantesco Rui Patrício.

Em 2010, Beto fez a estreia em fases finais e este ano corria o risco de ver o Campeonato do Mundo em casa. Deixou o Sporting, virou a bússola para oriente, assinou pelos turcos do Göztepe e regressou, de forma quase fixa, às escolhas de Fernando Santos.

O problema central da defesa é o excesso de veterania, porque apenas Rúben Dias quebra a regra dos trintões. O jogador do Benfica ainda não fez a estreia pela equipa nacional, mas já começa a dar reais garantias, que até o podem colocar na rota da titularidade, ao lado do indiscutível Pepe, o segundo jogador mais influente da Seleção Nacional da última década.

As boas exibições de Rolando na parte final da temporada fazem merecer um bilhete de avião para o país mais extenso do mundo e nem os 36 anos de Bruno Alves o fazem deixar de ter um papel demasiado importante no grupo de Fernando Santos. Não teve uma temporada brilhante, mas Luís Neto e José Fonte também não, por isso o trintão do Rangers ainda merece estar neste Campeonato do Mundo.

Nas laterais há quatro boas opções para o lado direito, mas Cédric é um ponto de equilíbrio defensivo importante e Ricardo Pereira ganha um lugar pela qualidade, mas também pela polivalência, que o coloca como excelente opção para os dois lados da defesa. Deixar Nélson Semedo e João Cancelo de fora é difícil, mas não há lugar para todos.

À esquerda reina Raphäel Guerreiro, mas apenas se estiver a cem por cento e se as lesões não o voltarem a incomodar. O lateral do Borussia de Dortmund exibe uma capacidade ofensiva que poderá ser um trunfo importante para Portugal em vários momentos. Mário Rui chegou apenas em março às escolhas do selecionador nacional, mas aproveitou de forma brilhante a ausência de Fábio Coentrão e reclama um lugar nos 23 convocados.

No meio-campo até parece que o mais difícil é escolher, mas a lesão de Danilo Pereira muda muita coisa no desenho de Fernando Santos. Passa a ser indispensável levar um quarto central e há espaço para mais um médio. O final de temporada exuberante tornou obrigatório levar Rúben Neves e Bruno Fernandes fez um caminho tão brilhante nos últimos meses que se transformou num nome quase indiscutível. João Mário, João Moutinho e William Carvalho fazem parte do núcleo mais central do Engenheiro do Euro e Adrien Silva está a recuperar bem em Leicester o tempo perdido na primeira metade de temporada.

O ataque é praticamente consensual, ainda que a provável ausência de Éder faça quase todos os portugueses engolir em seco. Bernardo Silva é o segundo melhor jogador português da atualidade, Gonçalo Guedes é uma opção muito forte e polivalente, Gélson Martins e Ricardo Quaresma são dois obrigatórios desbloqueadores de jogo. André Silva está a ter uma temporada muito cinzenta no AC Milan, mas ainda é a melhor companhia possível para o capitão da equipa portuguesa.

Sobre Ronaldo não é preciso escrever nada, pois não? É ele e mais 10. Ou 22, neste caso.

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