Portugal
O primeiro milho foi dos pardais, e depois houve muito Hildeberto
2018-10-06 18:15:00
Ao Moreirense não chegou entrar bem e ter duas chances de golo. O Vitória soube crescer e quebrar um jejum de triunfos

O Vitória de Setúbal regressou às vitórias na I Liga, interrompendo uma série de seis jogos sem vencer, com a marca de Hildeberto. O avançado dos sadinos fez um hat-trick diante o Moreirense que até começou melhor na partida, com duas chances de golo, logo nos primeiros nove minutos. É caso para dizer que o primeiro milho foi dos pardais e a equipa de Lito Vidigal soube crescer no jogo e arrancou para um triunfo que lhe assenta bem. A equipa de Ivo Vieira quis mandar, mas o Vitória FC é que foi o dono disto tudo. 

Ao Moreirense não chegou entrar bem e começar por ter mais posse de bola. Aos 4' e 9' a equipa de Ivo Vieira criou duas boas oportunidades de golo, por Heriberto e Nenê, respetivamente. Sobretudo ese último, teve mesmo muito perto de marcar ao cabecear forte na zona de penálti para uma boa estirada de Joel Pereira a desviar a bola por cima da trave. Aos 16', Hildeberto, que viria a tornar-se o herói da partida, dava o primeiro sinal do que aí vinha. Após um grande passe de Éber Bessa, o avançado sadino na zona central demorou a optar pelo remate e depois, já pressionado, atirou à meia volta, à figura de Jhonatan. A um início algo impaciente do Vitória FC, a equipa sadina organizou-se e soube crescer no jogo, ainda que o Moreirense tenha conseguido dividir as iniciativas atacantes. Aliás, até ao golo do Vitória FC, assistiu-se a um jogo aberto, com iniciativas de parte a parte, mais bola para o Moreirense e dividido nas oportunidades de golo.

Nos últimos quinze minutos da primeira parte, já se confirmava o ascendente do Vitória FC que chegaria ao golo aos 35'. Um mau atraso de Heriberto isolou Hildeberto que fugiu a um adversário e na cara de Jhonatan fez o primeiro golo dos sadinos. Uma finalização fria à 'matador'. O Moreirense acusou o toque e até ao final da primeira parte passou a viver ofensivamente apenas de remates de meia-distância, sobretudo através de Neto, mas sem qualquer êxito. O Vitória FC chegava ao intervalo em vantagem, corolário do maior ascendente na fase final do primeiro tempo. O Moreirense até entrou melhor mas foi decaíndo de produção e sentiu muito o golo dos sadinos.

Os primeiros minutos da segunda parte ficaram assinalados pela expulsão de Neto (55'), numa entrada muito feia sobre Éber Bessa que acabou por condicionar o jogo do Moreirense, que mesmo assim com a entrada de Chiquinho não desisitiu de tentar ter bola. Mas era o Vitória FC que estava por cima, sabendo gerir bem os tempos de um jogo que perdia intensidade e com faltas a sucederem-se para os dois lados. Com o segundo golo do Vitória, de novo por Heliberto na conversão de um pontapé de penálti, o Moreirense atirou a toalha ao chão. O Vitória FC passou a ser "o dono disto tudo". O Moreirense, em inferioridade numérica, retraíu-se, expôs-se no corredor central e o Vitória FC explorava a profundidade com perigo.Sucediam-se as transições rápidas da equipa vitoriana e o terceiro golo acabaria por surgir na sequência da melhor jogada do encontro: Nuno Pinto tocou de calcanhar para Ruben Micael. Este entrou na área, ultrapassou Halliche e cruzou para o interior da pequena área, onde surgiu Hildeberto a encostar. Simples e bonita a jogada, como foi o triunfo do Vitória FC.

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