Portugal
"O passado da Liga foi muito egocêntrico", lamenta Proença
2019-07-05 11:10:00
Presidente da Liga fala em novos tempos na forma como os clubes olham para a indústria do futebol

Pedro Proença acredita que se vivem novos tempos na forma como os clubes olham para a indústria do futebol. O presidente da Liga de Clubes lamenta que no passado o organismo tenha sido marcado por uma visão "muito egocêntrica".

Em entrevista ao jornal 'A Bola', quando questionado se os clubes olham mais para si do que para o futebol enquanto conjunto, Proença assegura que "os clubes pensavam numa realidade muito singular e muito própria", antes, e isso "acabou por acontecer porque verdadeiramente nunca houve aquilo que é um chavão, uma política estratégica comum".

Proença salienta que a Liga, enquanto organismo, procura fazer "pontes" entre os clubes e demonstrar às diferentes sociedades desportivas que "valeriam sempre muito mais negociando em conjunto do que de forma singular".

E o presidente da Liga nota já mudanças. "Temos tido grandes resultados", salienta, certo de que já sabia que "isto não se mudaria de um momento para o outro".

Porém, Proença garante que hoje em dia "a discussão do coletivo sobrepõe-se, em muitos dos casos, à discussão individual" nas reuniões dos clubes na Liga.

Sobre as penalizações para quem vai criticando diferentes agentes desportivos, Proença salienta que o "Regulamento Disciplinar alterou o quadro sancionatário, em algumas das penas, em 400 por cento".

A ideia passou, diz o presidente da Liga, na entrevista ao jornal 'A Bola', por aplicar "uma sanção clara de determinados comportamentos que quisemos erradicar do futebol profissional".

Pedro Proença nota, todavia, que a chave para o sucesso contra aquilo que chama de "ruído comunicacional que em nada ajuda a indústria do futebol" passa pela "prevenção e responsabilização".