Portugal
NOS acusa Nowo de "falta de ética" por não partilhar a Eleven Sports
2018-09-28 11:00:00
NOS e Altice atiram-se à operadora televisiva que detém os direitos da Eleven Sports

O caldo está entornado entre as operadoras televisivas e no centro da discórdia está o canal que anda a "roubar" a Liga dos Campeões (e não só) a grande parte dos portugueses. A Nowo é a representante da Eleven Sports em Portugal, que por sua vez detém os direitos de várias competições que até à temporada passada os portugueses podiam ver através da Sporttv. Entre estas competições estão a Champions e a Liga Espanhola, por exemplo.

O que acontece é o seguinte: neste momento a única operadora a transmitir os conteúdos da Eleven Sports é a Nowo e de acordo com as restantes operadoras (Altice, NOS e Vodafone) a Nowo não tem demonstrado interesse em chegar a um acordo para que todos possam ter acesso aos conteúdos em questão. As propostas têm sido recorrentemente rejeitadas sem que haja uma contraproposta, segundo Miguel Almeida, presidente executivo da NOS, que acusou a Nowo de "grave falta de ética".

"Consideramos muito surpreendente esta linha de atuação da Nowo", sublinhou, esta quinta-feira, Miguel Almeida durante o debate "Estado da Nação das Comunicações", no âmbito do 28.º congresso da APDC. O gestor reclamou ainda das condições privilegiadas em posse da Nowo que "desde o primeiro minuto tem acesso a condições benéficas" dos conteúdos da NOS.

Miguel Almeida partiu depois para as acusações reclamando do comportamento da Nowo: "E agora resolve por interesses comerciais ter um conteúdo exclusivo (...), no mínimo, é uma grave falta de ética corporativa e é um prejuízo para os nossos clientes", explicou o presidente executivo da NOS, revelando ainda que nunca esteve em contacto com qualquer responsável da Eleven Sports.

O gestor afirmou mesmo que a NOS já apresentou "várias propostas comerciais" à Nowo mas que as mesmas foram sempre "rejeitadas sem contraproposta". Contudo, Miguel Almeida deixou uma garantia: "Não vamos desistir, vamos tentar chegar a acordo comercial. Se não for possível, vamos atuar numa lógica física de ação/reação", finalizou.

Quem aproveitou também o  debate "Estado da Nação das Comunicações" para criticar a postura negocial da Nowo foi Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal. O gestor alertou para o facto de a ausência de um acordo ser um transtorno para os adeptos: "quem fica a perder são o consumidores", afirmou Alexandre Fonseca, que foi mais longe: a postura da Nowo só "beneficia a pirataria". "É efetivamente um fenómeno que está a crescer, tema a que o regulador deve estar atento (...) e ter uma postura de proativamente de resolver este tema", referiu.

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