Portugal
“Não podíamos correr esse risco de mais um escândalo no futebol português”
2020-05-30 22:05:00
Carlos Pereira explica a posição do Marítimo em relação às cinco alterações

Em declarações à TVI, o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, justifica a posição do Marítimo de travar a introdução da regra de cada equipa fazer cinco alterações e ter nove jogadores no banco de suplentes, sendo que essa medida terá de ser aprovada em assembleia geral (AG) da Liga.

Para o dirigente, quem saísse do encontro com uma derrota tinha todo o direito em protestar a ficha de jogo, já que a mesma não foi sufragada em assembleia.

Ao mesmo tempo, Carlos Pereira assume que o Marítimo não podia correr o risco de mais um escândalo no futebol português.

“Quando se diz que no futebol, só reclama quem perde e quem perde tinha o direito de dizer que a ficha de jogo estava irregular. E se ela está irregular e com elementos na ficha de jogo por ela não ter sido sufragado em assembleia geral, nós não podíamos correr esse risco de mais um escândalo no futebol português”, afirmou o presidente.

Admitindo que o Marítimo não vai tomar a posição de impugnar o campeonato, Carlos Pereira refere que há vários clubes a partilhar a mesma posição do clube insular.

“Convém perguntar ao Benfica, SC Braga, Sporting ou Portimonense que não subscrevemos ou fizeram uma declaração de voto idêntica à que o Marítimo fez”, salientou.

Por fim, Carlos Pereira revela que os clubes propuseram a antecipação da assembleia geral – marcada para dia 9 de junho – para antes do recomeço da I Liga, marcado para a próxima quarta-feira.

O dirigente não entende o porquê do organismo liderado por Pedro Proença não aceitar a antecipação da AG.

“Na última reunião de videoconferência foi sugerido que esta AG se realizasse no dia de hoje por razões que só a própria Liga conhece não quis marcar esta reunião”, completou.