Portugal
Mehdi Taremi organiza campanha para distribuir máscaras no Irão
2020-03-26 18:40:00
A decisão foi anunciada no 'site' do Rio Ave

O iraniano Mehdi Taremi, futebolista do Rio Ave, está a organizar uma campanha de solidariedade que pretende distribuir cerca de 80 mil máscaras no seu país, informou hoje o avançado no site oficial do clube da I Liga.

O jogador, que está a cumprir isolamento social em Vila do Conde, não ficou indiferente aos números da pandemia da covid-19 no Irão, onde há mais de 30 mil infetados e dois mil mortos, e desenvolveu contactos para iniciar uma campanha, dirigida à sua cidade natal, Bushehr, e às aldeias vizinhas, onde já chegou um primeiro lote de 20 mil máscaras.

"Nestes dias em casa, e ao acompanhar pelas notícias o que se passava também no Irão, decidi começar uma campanha, convidando algumas pessoas para se juntarem a mim, no sentido de ajudarmos a aumentar a produção de máscaras nos locais onde mais precisam delas", explicou Taremi, em declarações ao site do clube.

O avançado iraniano, internacional pelo seu país, pretende reunir remessas semanais de 20 mil máscaras durante o próximo mês, ajudando a equipar oito espaços de apoio a doentes infetados com o novo coronavírus, que vão estar à disposição da população local.

A viver sozinho em Portugal, e apesar do apoio do clube, Taremi confessou que "o medo e a ansiedade sobre uma doença podem ser esmagadores", mas garantiu que se tenta "concentrar no que ainda pode ser feito na rotina diária e criar novos hábitos que se adaptem a esta nova realidade".

"Sigo as recomendações de treino que me foram dadas para me manter em forma. O auto-isolamento tem sido uma ótima oportunidade também para ver alguns dos meus filmes favoritos, jogar online com amigos ou aprender a cozinhar", partilhou o avançado.

Apesar do Irão ser um dos países mais afetados pela pandemia, Taremi disse ter "a felicidade de não ter ninguém da família ou amigos infetado com a covid-19, apesar de todos estarem em isolamento em casa".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.