Portugal
Marcar, controlar, ganhar
2018-11-09 21:30:00
O triunfo do Moreirense é inteiramente justo e merecido

Com toda a segurança e tranquilidade, o Moreirense recebeu e bateu o Portimonense por 2-0 na décima jornada da Liga. Um golo na primeira parte permitiu aos minhotos atacar os três pontos no início do segundo tempo e controlar o resultado até ao final, enquanto os alvinegros nunca foram capazes de por o meio-campo e o ataque a funcionar. Assim, o Moreirense chegou pela primeira vez na história às três vitórias consecutivas no mais alto escalão do futebol português ao juntar o triunfo sobre os algarvios aos já conseguidos diante de Marítimo e Benfica.

Motivado pela vitória na Luz, era esperado que o Moreirense entrasse bem no encontro, mas foi preciso esperar 45 minutos para que isso acontecesse. O primeiro tempo teve muita luta e disputa, mas foi escasso em oportunidades de golo. Ainda assim, a primeira ameaça surgiu por Nenê logo aos 8', mas o tiro do brasileiro que já foi o melhor marcador da Liga ao serviço do Nacional falhou o alvo. O Portimonense tentava rematar com remates fortes (de Lucas Fernandes) e cabeceamentos (de Jackson Martínez), mas Jhonatan ia fechando a baliza com facilidade.

Com um ritmo mais elevado, o Moreirense chegou ao primeiro golo da partida. Nenê - o tal que já podia ter marcado - saltou mais alto que toda a gente depois de um canto batido a partir da direita do ataque verde e branco e rematou de cabeça para o fundo das redes. Apesar dos 35 anos, o jeito para fazer golos continua no avançado, que teve um gesto técnico perfeito na hora de faturar. O golo podia ter caído para cada um dos lados, mas foi o Moreirense quem beneficiou de ser mais competente e seguiu para o intervalo na frente, ainda que Lucas Fernandes e Nakajima tenham tentado chegar ao empate antes dos 45'.

O início da segunda metade simbolizou uma vontade imensa do Moreirense em chegar ao 2-0. Logo no primeiro lance, Pedro Nuno tentou o golo com um pontapé de bicicleta, mas viu o remate bloqueado. Abarhoun marcou mesmo logo a seguir, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo. Só dava Moreirense e, por isso, não foi surpresa quando o segundo golo da equipa da casa acabou por aparecer. Numa bola que parecia controlada pelo guarda-redes Leonardo, Chiquinho - um dos melhores em campo e o verdadeiro motor do ataque do Moreirense - acreditou mais que os outros, foi mais rápido e serviu Pedro Nuno. Este, que minutos antes esteve perto de apontar um golaço, desta vez só teve de encostar para a baliza deserta.

António Folha tentou reagir e fez duas alterações de imediato, mas pouco mudou. O Portimonense ia tentando ter mais bola e colocar bolas em condições para os avançados, mas não o estava a conseguir fazer muito graças ao forte meio-campo e à segura defesa do Moreirense. Tirando alguns cruzamentos e um ou outro cabeceamento ou remate de longe, a baliza de Jhonatan esteve sempre fora de perigo e a vitória não mais esteve em causa para os comandados de Ivo Vieira. A única exceção foi o golo anulado por fora-de-jogo a Jackson Martínez aos 74'. Nesse lance, o colombiano teve mais espaço do que em qualquer outra ocasião na área do Moreirense.

No final dos 90', a vitória era inteiramente justa para a equipa do Moreirense, que se apresentou forte e tranquila contra um Portimonense incapaz de alimentar o melhor setor do pantel.