Portugal
João Novais foi a bandeira de um Rio Ave 'independente'
Gomes Ferreira
2017-11-04 21:00:00
Extremo fez um golo de livre e deu outro a marcar no regresso às vitórias do Rio Ave. Estoril prolongou a crise

Dois golos de bola parada com João Novais como principal protagonista devolveram o Rio Ave às vitórias no campeonato depois de duas derrotas consecutivas, diante um Estoril-Praia que só na segunda parte discutiu o jogo mas revelou insuficiências que justificam a longa crise de resultados, que já vai em oito derrotas seguindas na Liga, dez no total de todas as competições.

O triunfo da equipa de Miguel Cardoso é mais do que justo. O Rio Ave, na primeira parte, apresentou o futebol que vem merecendo elogios. Uma equipa que privilegia a posse de bola e a construção ofensiva, quiçá a melhor equipa em Portugal a jogar em ataque organizado. Às boas exibições do Rio Ave, por vezes tem faltado maior frieza na finalização mas este sábado as bolas paradas e a noite inspirada de João Novais deram corpo à boa ideia de jogo dos vilacondenses. O momento em que a definição dos golos aconteceu também ajudou a equipa. Dois golos a fechar cada parte. Primeiro, João Novais, ele próprio, na conversão exemplar de um livre, depois na cobrança de um livre que Guedes resolveu com um desvio subtil ao primeiro poste. Não houve Rúben Ribeiro, voltou a magia de Francisco Geraldes, a espaços, mas houve muito João Novais.

Primeira parte de total domínio do Rio Ave. A equipa de Miguel Cardoso, privada de Rúben Ribeiro, com queixas musculares, mas com o regresso de Francisco Geraldes ao onze, tomou conta do jogo desde o apito inicial, criando situações de golo junto à baliza de Moreira perante muito pouco Estoril apenas preocupado em defender. Só a partir dos vinte minutos a equipa da casa tentou tirar algo mais do jogo mas das poucas vezes que ía chegando perto da área do Rio Ave a defesa vila-condense resolvia a situação sem se esforçar muito. Através de lances de bola parada, o Rio Ave criou sempre perigo junto da baliza de Moreira, tendo como protagonista principal o inspirado João Novais, quer através da marcação de livres, quer de cantos. Tanto porfiou Novais que aos 42 minutos inaugurou o marcador num remate de longe a bater Moreira. O Estoril sofria o 25º golo na temporada. Mais Rio Ave sem dúvida na primeira parte. Muito pobre o Estoril com grandes dificuldades a fazer as transições para o ataque. A crise de resultados está a fazer mossa na equipa da Linha.

Foi um Estoril completamente transfigurado aquele que surgiu para a segunda parte. A equipa de Filipe Pedro subiu as linhas e passou a chegar mais vezes à área do Rio Ave, que sentindo que tinha o controlo do jogo baixou intencionalmente as linhas para explorar a profundidade, sobretudo depois da saída de Geraldes e a entrada de Nuno Santos. O jogo ficou mais aberto, passando a jogar-se nas duas áreas a um ritmo bem mais elevado, com oportunidades de golo para as duas balizas. Mas Moreira foi sempre mais chamado a intervir do que Cássio.

O Estoril lançou-se para a parte final com tudo, jogando apenas com três defesas. Os ‘canarinhos’ tiveram nos pés de Victor Andrade uma oportunidade clara de poder empatar mas seria o Rio Ave, superior em todos os aspetos do jogo durante a maior parte do tempo, a chegar ao segundo golo e sentenciar a partida. E outra vez na sequência de um lance de bola parada, a arma letal que ajudou o Rio Ave a dar corpo a uma boa ideia de jogo.

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