Portugal
"Investimento elevado tem inviabilizado a tecnologia", assume Pedro Proença
2019-04-03 20:35:00
Presidente da Liga justifica necessidade da tecnologia da linha de golo ser usada o mais depressa possível

Os clubes profissionais pretendem que a tecnologia da linha de golo (TLG) seja implementada em breve na I e II Ligas, realçou hoje Pedro Proença, presidente da Liga, apontando para o elevado investimento desta solução.

"A tecnologia da linha de golo implica um investimento muito elevado e isso tem inviabilizado o projeto. Tudo faremos para encontrar soluções para, no mais curto espaço de tempo, ser implementada em Portugal", afirmou aos jornalistas o dirigente, já depois de ter admitido que os clubes "querem muito" a TLG, durante a sua intervenção no encerramento das Jornadas Anuais da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), no Estádio da Luz, em Lisboa.

Esta é uma das recomendações que a LPFP vai levar a discussão em Assembleia Geral (AG), a par de um manual de licenciamento das competições sob a sua alçada, de um código de ética na comunicação do futebol profissional, do apoio aos clubes que sofrem o efeito da despromoção de divisão, ou da permissão do consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, frisou Proença.

Durante o seu discurso, o responsável agradeceu às SAD e aos clubes pelo envolvimento nos grupos de trabalho que, durante oito meses, discutiram diversas matérias relacionadas com o desporto-rei em Portugal.

"Deixo o meu agradecimento às SAD, e aos clubes, por acreditarem que todos juntos conseguimos tornar o futebol profissional mais forte", lançou, considerando que os números hoje apresentados no Anuário do Futebol Profissional Português, um estudo produzido pela consultora EY, mostram que, atualmente, "o futebol é uma indústria", pelo que tem de estar debaixo da alçada do Ministério da Economia.

O futebol profissional contribuiu diretamente com 396 milhões de euros para o PIB português em 2017/18, segundo a EY, com a diminuição do montante das transferências de jogadores a justificar a queda homóloga de 13%.

"Os números hoje apresentados pelo segundo ano consecutivo são brutais e obrigam-nos a repensar o futebol como indústria", sublinhou Proença, apelando a que haja uma "competição mais dinâmica, mais interativa, que tenha mais plataformas, [e que seja] mais emocionante e mais próxima de quem realmente gosta de futebol".

Salientando que "não há atividade nenhuma que sobreviva se não for credível", o presidente da Liga de clubes revelou que as Jornadas Anuais de 2020 vão decorrer em abril, no Estádio de Alvalade.

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