Portugal
Governante responde ao Benfica no caso das claques
2019-07-22 22:25:00
Encarnados criticaram alterações à Lei 39/2009

O secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, defendeu as alterações à lei da violência no desporto (Lei 39/2009) e, em resposta ao Benfica, afirmou que será possível "responder com mais eficácia, nomeadamente à aplicação obrigatória das sanções".

O Benfica tinha criticado em específico as mudanças referentes aos grupos organizados de adeptos, popularmente conhecidos como claques. Para o governante, citado por O Jogo, todos os clubes têm "direito" a contestar, mas terão de cumprir a lei assim que esta for "promulgada pelo senhor Presidente da República".

"Esta proposta de alteração à lei foi pensada para não só responder com celeridade", como ainda para "responder com mais eficácia, nomeadamente à aplicação obrigatória das sanções", frisou.

João Paulo Rebelo argumentou que "o particular enfoque nas questões dos grupos organizados de adeptos" vai permitir lidar com um problema que "não é de hoje, não é de ontem, não é do ano passado", sustentou: "Eu diria que é mesmo desde 2009, altura em que a primeira lei foi aprovada e que, como sabemos, não era suficientemente eficiente e eficaz no trabalho que é absolutamente essencial ser feito relativamente aos grupos organizados de adeptos".

Em causa está a identificação dos membros das claques, um dos pontos mais contestados pelo Benfica. Para o secretário de Estado, as mudanças à lei servem para "garantir o que as forças policiais sempre disseram que é absolutamente determinante, que é conhecer as pessoas que estão mais associadas a este tipo de práticas".

"Se é certo que a proposta de alteração à lei foi feita pelo Governo, houve um trabalho de todos os deputados da Assembleia da República, dos mais diversos grupos parlamentares", insistiu.

"Esta lei torna as questões mais claras. Torna, por exemplo, obrigatório que os clubes determinem locais e setores nos estádios para os grupos organizados de adeptos. Se os problemas aconteceram naqueles setores, são esses que são os setores encerrados, não prejudicando assim quem ordeira e pacificamente se dirige aos recintos desportivos para assistir ao desporto", explicou João Paulo Rebelo.

O governante esclareceu ainda que, de acordo com os dados da época, há 4701 membros de claques registados.

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