Portugal
Frederico Varandas: "Não há ecletismo se não tivermos um futebol forte"
Redação Bancada
2018-07-11 17:00:00
Frederico Varandas apresentou o programa de candidatura à presidência do Sporting.

Frederico Varandas, candidato à presidência do Sporting, apresentou hoje o programa de candidatura e definiu o departamento de scouting como fulcral para tornar o clube de Alvalade mais forte. Frederico Varandas quer contratar melhor e errar menos, já que considera que só com uma equipa de futebol forte é possível ter um clube eclético.

"Não há ecletismo se tivermos um futebol forte, que é a mola do Sporting. Daí ser o primeiro pilar. O Sporting tem de ter uma estrutura clara, definida com regras de comando. Não acredito em nenhum clube, sociedade, confraria onde o presidente não perceba do verdadeiro negócio do clube. Têm de assumir o futebol. Já trabalhei com muitos, mas assumir o futebol não é assinar de cruz. Queremos um team manager competente, que tenha disciplina e que evite que os problemas cheguem ao treinador", afirmou.

"O futebol é um jogo de jogadores de futebol e a formação do plantel define muitas vezes 80% do sucesso desportivo. E provavelmente estamos muito atrás dos nossos rivais nesse aspeto. Digam-me três jogadores que tenham sido bem comprados e bem vendidos. Um sim, dois também, o terceiro não existe. Nos nossos rivais consigo nomear dez. O nosso departamento de scouting está desatualizado. Queremos criar uma rede de olheiros espalhados em mercados apetecíveis", acrescentou ainda.

Frederico Varandas disse querer contratar menos, mas melhor. "Os nossos rivais são muito competitivos. Temos de nos focar onde? Contratar melhor e errar menos. Os nossos rivais preocupam-se muito mais na formação hoje em dia do que há 10 anos . Não podemos usar as mesmas práticas que usávamos há 10 anos. Vamos ter coordenadores na zona Norte, Centro e Sul, com subcoordenadores. Hoje vivemos de uma rede completamente abandonada. Caro é contratar um jogador como o Douglas, que custam dois milhões e fazem dois jogos por ano. Isso é que é caro. Há também um problema de coordenação técnica da Academia. O Sporting tem três... Isto pode parecer normal... Tem de haver um único coordenador técnico para todo o processo de formação".

O candidato à presidência do Sporting falou ainda de liderança e do que quer dos seus capitães: "Um bom capitão é aquele que representa bem o grupo e que fala o treinador. Mas isso é apenas metade. Tem de ser, também, a voz do presidente no balneário. O capitão pode ter determinadas caraterísticas mas precisam de ser formados. Eu trabalhei, talvez, com 500 jogadores e apenas três tinham condições para serem capitães".

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