Portugal
Foi preciso Sérgio Conceição fazer estalar o chicote
António José Oliveira
2018-12-30 19:35:00
FC Porto sofreu a bom sofrer mas conseguiu o apuramento rumo à "final four " da Taça da Liga

O FC Porto sofreu a bom sofrer mas conseguiu este domingo o apuramento rumo à "final four" da Taça da Liga, onde vai defrontar o Benfica, depois de ter vencido o Belenenses por 2-1 no Estádio Nacional, dando a volta ao resultado e conseguindo contrariar a vantagem de 3-1 que o Desportivo de Chaves conseguiu frente ao Varzim. O maior número de golos marcados acabou por fazer a diferença na sequência de um jogo em que Sérgio Conceição se viu forçado a fazer estalar o chicote, obtendo o histórico registo de 16 triunfos consecutivos.

O treinador dos dragões dispôs a equipa num 4x3x3 com uma grande novidade no onze chamada Bruno Costa. O jovem médio formou o tridente do meio-campo com Danilo e Herrera, enquanto na baliza surgiu Vaná. Corona, Brahimi e Marega constituíram o trio de ataque. Já Silas resolveu conceder uma oportunidade a dois jogadores da equipa de sub-23 do clube do Restelo, apostando na titularidade de Luís Silva e de Gonçalo Tavares num esquema de três defesas centrais composto por Luís Silva, Nuno Coelho e Cleylton. O meio campo ficou bastante preenchido com a colocação de cinco homens: André Santos, Eduardo, Gonçalo Tavares, Matija e Reinildo, com dois homens na frente de ataque: Dalcio e Dramé.

Os portistas tiveram uma abordagem ao jogo muito passiva e logo aos quatro minutos viram Reinildo colocar o Belenenses na frente do marcador fruto de um erro de Vaná que defendeu uma bola para a frente contrariando o que dizem as regras. A equipa portista não revelava arte nem engenho para reagir e apenas aos 21 minutos efetuou o primeiro remate no jogo, através de Bruno Costa. Só a partir do meio da primeira parte é que o FC Porto conseguiu ter mais bola e um maior domínio do encontro, mas quase sempre de forma inconsequente. A exceção foi um remate do mais inconformado, Corona, ao poste.

Sérgio Conceição não continha a irritação face ao que via dentro das quatro linhas e ainda antes do intervalo reagiu efetuando duas substituições: fez sair Maxi Pereira apostando na entrada de Hernâni e retirou também o jovem Bruno Costa de campo, lançando Soares. O lado direito ficou completamente remodelado com o recuo de Corona, que passou para a posição de lateral, e a inclusão de Hernâni. A equipa portista adotou então um 4x4x2, com Marega e Soares na frente de ataque nos cinco minutos finais do primeiro tempo.

As alterações efetuadas por Sérgio Conceição não demoraram a surtir efeito e o FC Porto surgiu transfigurado após o intervalo. Não demorou muito para que Marega restabelecesse a igualdade no marcador. Silas tentou responder ao empate e lançou Licá e Henrique em campo retirando Dramé e... Nuno Coelho, um dos centrais. Refez o sistema tático passando a dispor de uma linha defensiva de quatro elementos mas nos segundos imediatos os dragões deram a volta ao resultado colocando-se pela primeira vez na frente do marcador fruto de um golpe de cabeça de Soares na sequência de um livre de Alex Telles. Os azuis e brancos ganhavam assim alento psicológico e viam a "final four" da Taça da Liga mais perto.

O facto de no outro jogo do grupo o Desportivo de Chaves ter chegado a uma vantagem de 3-1 sobre o Varzim fez soar o alarme para os dragões. Sérgio Conceição passou a mensagem e o FC Porto acelerou no sentido de ganhar uma vantagem mais confortável que o colocasse a salvo de qualquer imponderável. As oportunidades sucederam-se mas o resultado não sofreria qualquer alteração. Como o Desportivo de Chaves não marcou mais qualquer golo, os azuis e brancos acabaram mesmo por rumar à "final four" da Taça da Liga, pese embora todo o sofrimento.

 

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