Portugal
Jogos no pico do verão é “dizer que os jogadores são carne para canhão”
2020-05-21 19:10:00
Carlos Carvalhal pede "respeito" pelos futebolistas e defende que 72 horas entre partidas não são suficientes

Carlos Carvalhal, treinador do Rio Ave, falou sobre a possibilidade de a Liga, segundo a RTP, avançar com encontros às 15h30 ou 16h00 no período de junho e julho, horário marcado pelas altas temperaturas.

O técnico refere, “não em nome do Rio Ave, mas a nível individual”, que os jogadores de futebol merecem respeito e não escondeu o seu desapontamento em relação a esta ideia

Carvalhal vai mais longe e garante que fazer jogos no pico do verão é “dizer que os jogadores são carne para canhão”.

“Disputar jogos no pico do calor, no pico do verão, às 15h00, 16h00 ou às 17h00, é o mesmo que dizer: 'vamos arruinar a vossa equipa e a vossa equipa vai demorar uma semana a recuperar'. Acho que os jogadores merecem respeito. Isto será o mesmo que dizer que os jogadores são carne para canhão”, afirmou o técnico à RTP.

Carlos Carvalhal falou também sobre o tempo de descanso entre jogos e assegura que, devido ao longo período de paragem, que é necessário um intervalo de quatro dias entre encontros.

“O espaço entre jogos de 72 horas não é suficiente. Isso seria uma linha vermelha a ser ultrapassada por uma competição normal. Nós estamos numa situação excecional, portanto eu, no mínimo, penso que o normal seria um intervalo de 96 horas”, salientou.

Após 24 jornadas, o FC Porto encontra-se na frente do campeonato, com 60 pontos, mais um que o Benfica, segundo classificado.