Portugal
Evangelista explica ausência dos três grandes da reunião dos capitães na Liga
2018-04-02 19:30:00
O presidente do Sindicato dos Jogadores revelou que Marcano era para estar presente, mas seguiu viagem com o FC Porto.

Na sequência da reunião entre alguns dos capitães de equipas dos dois principais escalões com a Liga e o Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista explicou a razão para a ausência de representantes dos três grandes no encontro que se realizou esta segunda-feira.

"Esta posição é unânime. Os capitães da Primeira Liga e da Segunda Liga estão juntos nestas questões. Há unanimidade entre todos os capitães, incluindo FC Porto, Benfica e Sporting. Houve um critério por variadíssimas razões. Não podiam vir todos. Decidimos convocar cinco capitães da Primeira Liga e dois da Segunda Liga. Na reunião com a Liga, vinham os mais a Norte e na reunião com a Federação e a secretaria de Estado, vinham os mais a Sul", começou por referir o presidente do Sindicato dos Jogadores à comunicação social.

Evangelista prosseguiu a dar conta de que Iván Marcano, capitão do FC Porto, era para estar presente na reunião, mas viajou com a equipa para Lisboa (azuis e brancos defrontam o Belenenses nesta noite). "O FC Porto era para estar [presente], o Marcano era para estar na reunião. Ele não vai jogar [com o Belenenses], mas teve o cuidado de dizer que acompanhou a equipa e que por isso não ia estar presente. Mas, ele teve o cuidado de solidarizar-se com os demais capitães."

Proença salienta que a Liga está ao lado do Sindicato dos Jogadores

Pedro Proença, presidente da Liga, também marcou presença na reunião e no final deu conta de que o organismo está em sintonia com o Sindicato dos Jogadores nesta matéria. "Aceitámos receber os jogadores assim que recebemos o seu pedido. O futebol não é só feito de adeptos, árbitros e dirigentes e neste último terço de campeonato a nossa preocupação é maior. Obviamente, estamos solidários contra a campanha que tem sido feita contra os atletas. A Liga está disponível e aberta para discutir medidas com o Sindicato e repugna por completo o que se tem passado nos últimos tempos. Temos de defender a integridade dos profissionais que são chefes de família, não podemos permitir que se coloque em causa os seus valores. O futebol profissional não poderia fechar os olhos ao que se está a passar", referiu Proença aos jornalistas.