O Conselho de Arbitragem (CA) quebrou o habitual silêncio no caso do lance envolvendo Show, muito contestado pelo FC Porto, prestando um "esclarecimento pontual" que faltou noutras situações polémicas, como o golo de Cervi ao Boavista.
A explicação do órgão da Federação Portuguesa de Futebol acabou por gerar ainda mais ruído, com o diretor de comunicação dos dragões, Francisco J. Marques, a questionar o "silêncio" do CA perante três casos envolvendo o Benfica no final da temporada passada.
Marco Ferreira, árbitro que abandonou a atividade após uma descida de categoria polémica, juntou-se ao coro dos que criticam o CA por 'escolher' os casos que merecem um "esclarecimento pontual", ao invés de criar – ou revelar que tem – um regulamento interno que previna estas situações.
Ao responder a questões num fórum promovido pelo jornal 'Record', o ex-árbitro salientou que esse regulamento determinaria se o CA "pode falar" e "quais os lances" que merecem uma tomada de posição pública.
"Não existindo" esse regulamento, toda a responsabilidade deve então ser apontada a Fontelas Gomes, frisou.
"É na gestão pessoal do presidente do CA que recaem sempre essas decisões, agradando a uns e desagradando a outros", sustentou Marco Ferreira.
O ex-árbitro fez ainda questão de salientar ser da opinião de que o CA não devia comentar lances, ficando-se "unicamente" pela explicação das leis de jogo.